sábado, 3 de setembro de 2016

Dois atentados terroristas contra cristãos no Paquistão

Enquanto a maior parte da imprensa brasileira noticia os dois atentados praticados por homens-bomba nesta sexta-feira (2) no Paquistão, deixam de fora a informação de que a motivação foi religiosa e não política.
Os responsáveis pelos ataques são membros dos Jamaat-ur-Ahrar, um grupo terrorista formado por dissidentes do Talibã e que já afirmou que estava unido ao Estado Islâmico.
Segundo relatos de testemunhas, perto das 6h (horário local), quatro homens lançaram duas granadas contra uma igreja em Warsak, bairro cristão na cidade de Peshawar, noroeste do país.
A explosão chamou atenção da polícia que iniciou uma perseguição. Por mais de uma hora houve confronto. Os terroristas morreram antes de conseguir detonar seus coletes com explosivos. O porta-voz da polícia de Peshawar, Mohammed Usman, informou que durante esse ataque um cristão morreu e um guarda de segurança ficou ferido.
Algumas horas mais tarde, dois homens-bomba se explodiram em um tribunal na cidade de Mardan, a cerca de 50 km de Peshawar, deixando 12 mortos e mais de 50 feridos.
Os atentados ocorreram um dia depois de o exército paquistanês comemorar seu sucesso na luta contra os jihadistas. O porta-voz chefe do Exército, tenente-general Asim Bajwa afirmou que estava feliz pois durante várias semanas não ocorreram ataques terroristas em solo paquistanês
O Jamaat-ur-Ahrar enviou uma mensagem às agências de notícia afirmando que mais ataques viriam. “Apelamos aos civis a permanecer longe de locais não-islâmicos. Esses serão nossos alvos”, disse Ehsanullah Ehsan, porta-voz do grupo terrorista.
O último grande ataque desse grupo foi o ataque a bomba que deixou 74 mortos na cidade de Quetta. Eles também foram os responsáveis pelo homem-bomba que se explodiu em um parque no meio de uma celebração cristã na Páscoa, deixando 70 mortos e mais de 300 feridos.
Segundo a Missão Portas Abertas, o Paquistão ocupa o sexto lugar na lista de países que mais perseguem cristãos. Dentre os 190 milhões de habitantes, menos de 2% são cristãos. Com informações de ABC News

2.000 templos da Assembleia de Deus serão fechados pelo governo cubano

A organização pró-direitos humanos Christian Solidarity Worldwide (CSW) está denunciando que as violações à liberdade de religião em Cuba aumentaram dez vezes em 2015, em comparação ao ano anterior.
relatório da CSW indica que ocorreram 2.300 ataques no ano passado, em comparação aos 220 de 2014. E 2016 já começou dando mostras que isso não deve diminuir.
Em janeiro já foram dois templos demolidos e pelo menos três líderes cristãos foram presos, explica o diretor-executivo da organização, Mervyn Thomas.
O governo de Cuba anunciou que fechará as 2.000 igrejas da Assembleia de Deus, ordenando que encerrem suas atividades ou serão invadidas. Deve ocorrer a demolição de pelo menos uma centena de templos em três províncias.
Outras denominações como metodistas e batistas estão sendo ameaçadas de confisco de suas propriedades. O alerta vem da Martinoticias, organização cristã que opera em solo cubano.
O motivo é a formação da Coalición Apostólica de Cuba, formado pelas igrejas evangélicas que não querem mais se submeter à Oficina de Asuntos Religiosos del Comité Central de Partido Comunista de Cuba, órgão do governo que “coordena” os templos religiosos, interferindo no que pode (ou não) ser pregado.
Culto ao ar livre.
Culto ao ar livre.
Uma imagem tem se tornado símbolo dessa nova onda de violência anticristã na ilha comunista. Em um púlpito colocado do lado de fora do templo destruído em 8 de janeiro, o pastor Bernardo de Quesada lidera uma reunião de oração. Vários paroquianos se abraçam e depois glorificam a Deus pela perseguição, lembrando de Mateus 5:10-12.
Templo demolido.
Templo demolido.
Os membros da igreja Fuego y Dinâmica estavam fazendo seu primeiro culto após a polícia e as autoridades da província de Camagüey fecharam e colocaram abaixo o templo, considerado ilegal pelo regime dos irmãos Castro.
Na ocasião, o pastor e sua esposa Dámaris foram presos e levados para a delegacia. Os cerca de 600 membros da igreja permaneceram em oração até que o casal pastoral foi solto e agora retomam as atividades mesmo sem um templo.
Em meados do ano passado, na época em que os Estados Unidos anunciavam o fim do embargo, os Castro anunciaram uma série de medidas que visava mostrar ao mundo a liberdade de culto na ilha.Acabaram, por exemplo, com a proibição do comércio de Bíblia. Foram 50 anos de regulamentação do Estado.

“Não chame meninas de princesas”, diz campanha da Avon

Uma campanha da Avon tem gerado polêmica nas redes sociais por pedir aos pais que não chamem suas filhas de “princesas”, dizendo que o elo...