quinta-feira, 17 de setembro de 2015

O ANTI CRISTO E SEUS NOMES

O Sanguinário e Fraudulento (Salmo 5:6)

  1. O Perverso (Salmo 10:3)
  2. O Homem da Terra (Salmo 10:18)
  3. O Homem Poderoso (Salmo 52:1)
  4. O Inimigo (Salmo 55:3)
  5. O Adversário (Salmo 74:10)
  6. O Homem Violento (Salmo 140:1)
  7. O Rei de Babilônia (Isaías 14:4)
  8. A Estrela da Manhã (Isaías 14:12)
  9. O Destruidor (Isaías 16:4, Jeremias 6:26)
  10. A Estaca (Isaías 22:25)
  11. O Hino Triunfal dos Tiranos (Isaías 25:5)
  12. O Profano e Perverso Príncipe de Israel (Ezequiel 21:25)
  13. O Pequeno Chifre (Daniel 7:8, 8:9)
  14. O Rei de Feroz Catadura (Daniel 8:23)
  15. O Príncipe que Há de Vir (Daniel 9:26)
  16. O Assolador (Daniel 9:27)
  17. O Homem Vil (Daniel 11:21)
  18. O Pastor Insensato e Inútil (Zacarias 11:15, 17)
  19. O Abominável da Desolação (Mateus 24:15)
  20. O Homem da Iniqüidade, o Iníquo (2Tessalonicenses 2:3,8,9)
  21. O Filho da Perdição (2 Tessalonicenses 2:3)
  22. O Anticristo (1 João 2:18)
  23. O Anjo do Abismo (Apocalipse 9:11)
  24. A Besta (Apocalipse 11:7, 13:1)

A SUA PESSOA E ATUAÇÃO

Ler:

  • Ezequiel 28:1-10
  • Daniel 7:7-8, 20-26, 8:23-25, 9:26-27, 11:36-45
  • 2 Tessalonicenses 2:3-10
  • Apocalipse 13:1-10, 17:8-14

Resumo:

  1. Ele se revelará nos fins dos tempos dos gentios (Daniel 8:23).
  2. Ele não surgirá antes do início do Dia do Senhor (2 Tessalonicenses 2:2).
  3. Ele só será revelado quando for afastado "aquele que o detém" (2 Tessalonicenses 2:7-8).
  4. Seu aparecimento será precedido por uma retirada (2 Tessalonicenses 23), que pode ser entendida tanto como apostasia como arrebatamento.
  5. Ele será gentio, pois sairá do mar (Apocalipse 13:1) que representa os gentios (Apocalipse 17:15).
  6. Ele sairá do império romano, pois será príncipe do povo que destruiu Jerusalém (Daniel 9:26).
  7. Ele estará à testa da última forma de governo mundial, sendo como leão, urso e leopardo (Apocalipse 13:1 e comparar com Daniel 7:7-8, 20, 24 e Apocalipse 17:9-11), sendo, portanto, um líder político de dez países (Apocalipse 13:1; 17:12).
  8. Ele terá autoridade sobre todas as nações (Apocalipse 13:7,8), mediante alianças feitas com elas (Daniel 8:24, Apocalipse 17:12).
  9. Ao subir ao poder, ele eliminará três chefes de governo (Daniel 7:8, 24).
  10. Uma das nações sob seu domínio, tendo anteriormente desaparecido, voltará a existir (Apocalipse 13:3).
  11. O crescimento do seu poder será devido ao seu programa de paz (Daniel 8:25).
  12. Pessoalmente, ele se distinguirá por sua inteligência e habilidade em persuadir (Daniel 7:8, 20; 8:23; Apocalipse 17:13), bem como por sua astúcia (Daniel 8:25).
  13. Ele governará as nações de sua federação com autoridade absoluta (Daniel 11:36), fazendo o que bem entende. Esta autoridade se manifestará com a alteração das leis e costumes (Daniel 7:25).
  14. Seu interesse primordial será conseguir para si grandeza e poder (Daniel 11:38).
  15. Como chefe do império federativo ele fará um tratado de sete anos com Israel (Daniel 9:27) que ele quebrará depois de três anos e meio (Daniel 9:27).
  16. Ele introduzirá um culto idólatra (Daniel 9:27) em que ele se representará como deus (Daniel 11:36-37; 2 Tessalonicenses 2:4; Apocalipse 13:5).
  17. Ele assumirá o caráter de blasfemador porque se fará de deus (Ezequiel 28:2; Daniel 7:25; Apocalipse 13:1, 5-6).
  18. Sua energia virá de satanás (Ezequiel 28:9-12); Apocalipse 13:4), receberá sua autoridade dele e será movido pelo seu orgulho (Ezequiel 28:2; Daniel 8:25).
  19. Ele estará à testa do sistema de ilegalidade de satanás (2 Tessalonicenses 2:3) e provará seu direito ao poder e divindade mediante sinais obtidos com poder satânico (2 Tessalonicenses 2:9-19).
  20. Ele será recebido como deus e como chefe supremo por causa da cegueira do povo (2 Tessalonicenses 2:11).
  21. Ele se tornará o grande adversário de Israel (Daniel 7:21, 25; 8:24; Apocalipse 13:7).
  22. Haverá uma aliança contra ele (Ezequiel 28:7; Daniel 11:40, 42) que contestará a sua autoridade.
  23. No conflito que se seguirá ele obterá controle sobre a Terra Santa e arredores (Daniel 11:42) e fará a sua capital em Jerusalém (Daniel 11:45).
  24. Seu acesso ao poder será apoiado pela "grande prostituta", o sistema religioso corrupto, que em conseqüência procurará influenciá-lo (Apocalipse 17:3).
  25. Esse sistema religioso vai ser destruído por ele, para livrar-se de sua interferência (Apocalipse 17:16-17).
  26. Ele se tornará o principal adversário do Príncipe dos Príncipes (Daniel 8:25), Seu programa (2 Tessalonicenses 2:4; Apocalipse 17:14), e Seu povo (Daniel 7:21, 25, 8:24, Apocalipse 13:7).
  27. Ele estará no poder por sete anos (Daniel 9:27), mas a sua atividade satânica se limitará à segunda parte do período da tribulação (Daniel 7:25; 9:27; 11:36; Apocalipse 13:5).
  28. Seu governo vai terminar com um juízo direto da parte de Deus (Ezequiel 28:6; Daniel 7:22, 26; 8:25; 9:27; 11:45; Apocalipse 19:19-20). Esse juízo terá lugar quando ele estiver empenhado em uma campanha militar em Israel (Ezequiel 28:8-9; Apocalipse 19:19), e ele será lançado no lago de fogo (Apocalipse 19:20; Ezequiel 28:10).
  29. O juízo terá lugar por ocasião da segunda vinda de Cristo (2 Tessalonicenses 2:8; Daniel 7:22) constituindo em uma manifestação da Sua autoridade messiânica (Apocalipse 11:15).
  30. O reino sobre o qual ele governava passará a ficar sob a autoridade do Messias e se tornará no reino dos santos (Daniel 7:27).

A GRANDE APOSTASIA FINAL.

A GRANDE APOSTASIA FINAL.



OUÇA  O ÁUDIO  

https://www.youtube.com/watch?v=MBUP8222pFg

A BABILÔNIA RELIGIOSA

Apocalipse 17

Em ordem cronológica, logo após ser derramada a sétima e última taça, Cristo voltará para destruir a besta e assumir o seu reino milenar (capítulo 19). No relato do Apocalipse é feita uma pausa nessa seqüência para revelar um novo mistério, dando início aos sete destinos dos inimigos de Deus, que são:
  1. O sistema religioso falso: Babilônia Religiosa (capítulo 17).
  2. O sistema econômico ímpio: A Grande Babilônia (capítulo 18).
  3. A Besta e o Falso Profeta (capítulo 19 versículo 20).
  4. O remanescente das nações anti-cristãs (capítulo 19 versículo 21).
  5. Os rebeldes depois do milênio (capítulo 20 versículo 9).
  6. Satanás (capítulo 20 versículo 10).
  7. Os ímpios mortos (capítulo 20 versículos 14 e 15).
Os capítulos 17 e 18 de Apocalipse focalizam no surgimento e destruição da grande "Babilônia": este nome abrange a religião ímpia pagã e o sistema econômico centrado no homem, que tiveram suas origens na antiga Babel (confusão), apoiados por Satanás. O capítulo 17 vê o seu aspecto religioso, e o capítulo 18 o econômico.
No capítulo 17 temos a descrição de uma prostituta, bem como do seu nome escrito na sua testa, como era costumeiro nas cidades maiores do império romano para facilitar a sua identificação. Prostituição masculina e feminina, ou fornicação (imoralidade sexual), eram parte integrante de muitas religiões pagãs, incluindo a romana, e na linguagem bíblica a prostituição, incluindo o adultério, é símbolo de apostasia e idolatria.

A cidade chamada Babilônia foi construída na terra de Sinar, onde Ninrode, bisneto de Noé, havia sido poderoso na terra (Gênesis 10:8-10). A terra de Sinar passou a ser conhecida como Babilônia e depois Mesopotâmia. Sua terra fértil era excelente para agricultura, e hoje pertence ao Iraque.
Ninrode (rebelde) foi famoso por ser um "poderoso caçador diante do SENHOR": ele era poderoso na terra, e o seu reino é o primeiro a aparecer na Bíblia.
Estudiosos da história, lendas e mitologia da antiga Babilônia nos dizem que a religião babilônica se desenvolveu em torno de tradições concernentes a Ninrode, sua esposa Semiramis e seu filho Tamuz. Havendo Ninrode morrido, Semiramis declarou que ele era o deus-sol. Ao nascer Tamuz, mais tarde, ela declarou que ele era Ninrode renascido, concebido de maneira sobrenatural, e que ele era a semente prometida a Eva, o "salvador".
Na religião que se desenvolveu, não só Tamuz era adorado, mas também Semiramis. A religião envolvia muitos símbolos misteriosos. Tamuz era representado por um bezerro de ouro. Ninrode, o Baal (Senhor), era representado por fogo, por isso velas e fogueiras se acendiam em honra dele. Também era representado por figuras do sol, peixes, árvores, pilares e animais.
Quando o povo de Babel foi espalhado por Deus mediante a confusão de línguas, os grupos que deram origem às nações levaram consigo esse sistema de idolatria, adorando o deus-sol, a mãe e o filho e os vários símbolos, mudando os nomes nos novos idiomas.
Um viajante e historiador grego da antigüidade, Herodoto, testemunhou a presença dessa religião de mistérios e ritos em muitos países e menciona que Babilônia era a fonte de onde fluíram todos os sistemas idólatras. Quando Roma se tornou num império imenso, sabe-se por certo que ela assimilou em seu sistema religioso os deuses e religiões dos vários países sobre os quais dominava. A religião pagã de Roma não era mais do que a da antiga Babilônia, desenvolvida através de nomes e formas diferentes nos países onde havia ido.
Esta prostituta chamada Babilônia não é um poder civil, pois:
  • Ela não está incluída entre os reis da terra. Sua influência é religiosa (fornicação).
  • A besta que a sustém é o oitavo reino, logo ela deve ser uma religião que dominará esse reino até que ele seja fundido com a federação de dez (sétimo reino).
  • Seu vestuário e ornamentos condizem com a atividade de atrair e seduzir os poderes civis para aceitar suas práticas corruptas e idólatras.
  • O cálice de ouro em sua mão transbordante de abominações e com as imundícias da sua prostituição demonstra o seu poder religioso.
A mulher aqui descrita é um sistema religioso:
  • Cobrindo a maior parte do mundo, se não ele todo (versículos 1 e 15).
  • Ela agrada e engana os poderosos (versículo 2).
  • Muito rica, espalha doutrinas falsas em abundância: abominações é uma palavra muito usada na Bíblia para indicar a idolatria e a apostasia de cultos pagãos (versículo 4).
  • Carregada pela besta, esta religião falsa é espalhada pelo mundo pela Babilônia, através dos líderes das nações.
  • É identificada com os ritos e mistérios da religião da antiga Babilônia, à qual se atribuíam a maior sabedoria e os segredos dos mais divinos. Seus sacerdotes, celibatários e cobertos de vestes negras, possuíam grande poder, em parte devido à prática de receber confissões em segredo do povo, e aos segredos e mistérios que diziam possuir.
  • Dela se originaram todas as outras religiões humanas: ela é a mãe das prostitutas.
  • Ela se sobrepõe a todas as outras religiões em sua idolatria e apostasia: é a mãe das abominações da terra.
  • Ela é responsável pela perseguição dos santos e pela morte dos mártires por Jesus.

A besta, pela sua descrição, se identifica com aquela do capítulo 13 - como a do dragão de quem o Anticristo recebe o seu poder - e aqui lhe é acrescentada a cor vermelha.
O anjo esclarece que:
  • A besta carregando a prostituta representa Roma: para aqueles que estiverem presentes quando esta profecia se cumprir ela era, e não é (o império romano, como tal, desapareceu alguns séculos atrás) mas aparecerá, pois a sua religião continua e será apoiada pela besta: sua origem é de satanás e está destinada à perdição.
  • Mais uma identificação com Roma é que a mulher se assenta sobre sete montes, ou colinas: desde antes da cristandade Roma tem sido conhecida como a cidade das sete colinas. Ela também se identifica como a grande cidade que domina sobre os reis da terra, que era Roma quando isto foi escrito.
  • São mencionados sete reis: provavelmente uma referência aos sete "reis" que terão dominado sobre o povo de Israel: Egito, Assíria, Babilônia, Medo-Pérsia, Grécia, Roma confederação dos dez. O sexto, Roma, ainda existe (quando isto foi escrito), e a confederação ainda não chegou, mas quando chegar, tem de durar pouco (os sete anos do período da tribulação). A besta vai começar sua conquista a sós como o oitavo, mas é dos sete porque vai dominar a confederação, e vai para a perdição: ele e o falso profeta serão, ao que consta, os primeiros a serem lançados vivos dentro do lago de fogo que arde com enxofre (capítulo 19.20).
  • A confederação vai detestar essa religião apóstata, e cumprir os desígnios de Deus ao tirar dela o seu poder e propriedades e destruí-la. Isso acontecerá quando a besta assumir todo o seu poder, e exigir que ele próprio seja adorado, no meio da tribulação.
  • Os líderes da confederação vão entregar sua autoridade à besta por uma hora.
A confederação entrará em guerra contra Cristo, e será derrotada por Ele (Daniel 2:44, 7:20-22, 8:24-26, Apocalipse 19:19-21).






A apostasia e o Iníquo

 Os crentes em Tessalônica, já instruídos acerca da Vinda do Senhor para a Igreja (1a. Tessalonicenses 4:13-17), estavam sendo perturbados por ensinadores falsos, que diziam que o Dia do Senhor já tinha chegado. Isto significaria, para eles, que o Senhor Jesus já teria descido do céu e trasladado a Igreja para ali (conforme o ensino na primeira carta, capítulo 4) e, assim, não haveria mais esperança para eles, senão de passar pela Grande Tribulação e sofrer as perseguições da Besta (Mateus 24:15; Daniel 12:1; Apocalipse 13).

Neste capitulo 2, Paulo refuta tal ensino, mostrando que haverá dois acontecimentos importantes antes daquele Dia: uma grande apostasia dentro das igrejas e a revelação do Iníquo, o "filho da perdição" (v.3).

VERSÍCULOS 1 e 2

Ensino falso. Havia em Tessalônica perturbadores que tentavam desviar os crentes da sua esperança acerca da Vinda do Senhor, a qual Paulo tinha anunciado na sua primeira carta. Os perturbadores alegavam que um "espírito" ou uma pregação ("palavra") ou mesmo uma carta especial da parte de Paulo tinha anunciado que o Dia do Senhor tinha chegado - esse período de grandes juízos e demonstrações da ira de Deus contra as nações que rejeitaram o Evangelho neste atual período da graça de Deus.
Note que o "Dia do Senhor" se refere a um período de tribulações e guerras, até a descida do Senhor Jesus com a Igreja para instituir o Milênio na terra. Entendemos que a vinda do Senhor para a Igreja (já ensinada em 1a. Tessalonicenses 4:13-17) marcará o princípio do período chamado o Dia do Senhor.

VERSÍCULOS 3 a 12

O Iníquo. Este será um homem, possivelmente uma encarnação de Satanás - o rei de Daniel 11:36 e a "Besta" de Apocalipse 13:1-8 e 19:19-20. Junto com os seus seguidores e ministros, ele fará "sinais e prodígios" (veja Mateus 24:24), enganando aos que rejeitarem o Evangelho (veja os versículos 10 a 12 do nosso trecho). Ele exigirá adoração divina (v.4) e proibirá qualquer outro culto, sob pena de morte (Apocalipse 13:14-15); ele será apoiado pelo "falso profeta", a "segunda Besta" do Apocalipse 13:11-16.
A operação ou influência do Iníquo já está no mundo, pois nos dias do apóstolo havia falsos ensinadores, chamando-se cristãos, mas negando as bases da fé e tentando desviar os crentes para caminhos errados (v.7).
Em nossos dias, esta "apostasia" está cada vez mais em evidência (v.3), com tantas seitas heréticas infiltrando-se no cristianismo e tanto ensino basicamente errado sendo proferido pelos "ministros da Palavra" em várias denominações. Veja 1a. Timóteo 4:1-3; 2a. Timóteo 2:15-18; 2a. Pedro 2:1, 10, 15 e Judas 3,4. O apóstolo João também nos avisa a respeito deste trabalho do Iníquo nas igrejas, como se vê na sua primeira carta (2:18-19; 4:1-3) e na sua segunda carta (v.7-11).
Embora já trabalhando no mundo, a plena manifestação do Iníquo está impedida por "aquele que o detém" (v.6-7). Há diferença de opinião entre os ensinadores cristãos com respeito à significação desta frase. Paulo diz que os crentes em Tessalônica já sabiam a sua significação (v.6); por isso, alguns comentadores acham que a referência é ao Império Romano; outros acham que significa o governo humano enquanto tiver a sua autoridade em vigor (Romanos 12:1-2); ainda há outros que opinam que "o que o detém" se refere ao Espírito Santo, o Qual cessará de opor-Se à plena manifestação do Iníquo depois da trasladação da Igreja.
Em qualquer caso, os cristãos sabem que o Iníquo será "destruído" quando o Senhor vier na Sua glória (v.8). Em Apocalipse 19:20, lemos que a Besta e o "falso profeta" serão lançados vivos dentro do Lago de Fogo, que é a "segunda morte" (Apocalipse 20:14).

VERSÍCULOS 13-17

A Igreja. Apesar desta triste profecia com respeito ao destino da cristandade enganada e infiel, o apóstolo pode agradecer a Deus pela salvação dos crentes fiéis (como os de Tessalônica), os quais, tendo crido na Verdade (o Evangelho dos apóstolos), foram santificados pelo Espírito Santo para alcançar a glória do Senhor Jesus Cristo. Veja Romanos 8:28-30.
Em vista desta eleição e santificação, os crentes deviam ficar firmes, mantendo e seguindo os ensinos verdadeiros dos apóstolos. Hoje temos estes ensinos nas cartas do Novo Testamento, no livro dos Atos e no Apocalipse - todos os quais, juntamente com os quatro evangelhos e os livros do Velho Testamento, formam as Sagradas Escrituras - a verdadeira e única Palavra de Deus para o mundo.
Duas grandes bênçãos (entre muitas mais!) são recebidas pelos crentes por meio do amor de Deus revelado no Evangelho: temos eterna consolação e boa esperança (V.16-17) e o apóstolo assim deseja para os seus leitores a fim de que a realidade da sua fé produza o seu fruto tanto na conversa quanto nas obras.

Richard Dawson Jones (1895 - 1987)

AS ADVERTÊNCIAS DE HEBREUS

Considerando a profundidade da matéria deste livro, o autor nos traz um sorriso ao fim do versículo 22, quando diz que espera que os irmãos suportem suas palavras de exortação, pois foram escritas em poucas palavras. Ele não se identifica, mas é quase certo que tenha sido o apóstolo Paulo.

A carta aos Hebreus foi escrita visando especialmente os crentes judeus, donde o seu nome. É importante sempre lembrar disso para compreender o seu conteúdo, pois muitas coisas apenas concernem aos judeus. Na falta desta compreensão surgem distorções e erros, mesmo até à heresia da teologia da substituição, que sustenta que a igreja tomou o lugar dos judeus nas promessas feitas aos seus patriarcas... Hebreus não deixa de ter ensinamentos proveitosos também para os crentes em geral pois, como os demais livros da Bíblia, é divinamente inspirado e proveitoso para ensinar, para repreender, para corrigir, para instruir em justiça (2 Timóteo 3:16).
Os crentes judeus dentro de Israel sofriam perseguição severa por causa da sua fé, e muitos eram tentados a voltar ao judaísmo, pensando que podiam abrir mão da sua salvação provisoriamente até que a situação se abrandasse, para depois aceitar o senhorio de Cristo novamente e com isto apagar o pecado de apostasia. Hebreus esclarece que não existia essa opção. Para os judeus “salvar” ou “salvação” pode ter por objeto a morte espiritual, mas também a morte física, e só assim se compreendem alguns trechos do livro.
Vamos a seguir extrair do livro cinco advertências, todas relacionadas com o julgamento e a morte física do Velho Testamento, mas que são também adaptáveis à vida espiritual do crente.
1. Contra o afastamento (capítulo 2:1-4): “Por isso convém atentarmos mais diligentemente para as coisas que ouvimos, para que em tempo algum nos desviemos delas...” – “por isso” é uma referência ao fato que o Senhor Jesus é superior aos anjos, logo é preciso atentar ao que Ele diz, e não nos afastarmos como se estivéssemos à deriva, perdendo a memória do que nos foi transmitido. A revelação através do Filho, que temos no Novo Testamento, traz obrigações aos que a recebem que são muito mais solenes do que a revelação feita através de anjos ou de simples homens como no Velho Testamento. A superioridade do Evangelho é por ter sido anunciado inicialmente pelo Senhor, depois confirmado pelos que o ouviram, e finalmente testificado por Deus junto com eles (v. 3a e 4).
Mesmo hoje muitos permitem esquecer-se do ensino de Cristo para ouvirem mensagens que se asseveram ser de anjos, ou de homens, como se pudessem ser ainda superiores. Quantos dedicam mais do seu tempo à leitura de livros “espirituais” que desenvolvem teorias, ensinamentos e conselhos alheios ao que aprendemos na Palavra de Deus, tendo já esquecido o que ela realmente ensina! O crente que se afasta estará sujeito à disciplina divina – não a perda da salvação espiritual, mas perda material, até mesmo da própria vida física, como acontecia no Velho Testamento aos que se desviavam dos caminhos de Deus ali revelados.
2. Contra a desobediência (3:7 a 4:13):- “a quem jurou que não entrariam no seu descanso, senão aos que foram desobedientes?“ – Por causa da sua incredulidade, que gerou a desobediência, a grande maioria dos judeus que saíram da escravidão do Egito rebelou-se contra Moisés e Arão e não entrou na terra da promessa. Lemos em Números 14:20 que depois se arrependeram e que Deus perdoou o seu pecado, mas assim mesmo sofreram a penalidade da morte física no deserto: não a perda da sua salvação espiritual. “...Hoje, se ouvirdes a sua voz, não endureçais os vossos corações, como na provocação...” é o paralelo daquele episódio na vida do crente. Ele deve cuidar-se porque é responsável pela sua conduta, evitando que se encontre nele “um perverso coração de incredulidade, para se apartar do Deus vivo”como fez aquela geração, incluindo aqui a sugestão de corromper outros também. Ao contrário, os crentes devem exortar-se uns aos outros todos os dias, durante o tempo que se chama Hoje, para que nenhum se endureça pelo engano do pecado”.
Não se trata da retenção da salvação com base na perseverança na fé, mas da posse da salvação evidenciada pela continuação na fé. Um verdadeiro crente continua a crer mesmo que tenha tropeçado em pecado. O judeu convertido é exortado a “entrar naquele descanso”. Os rebeldes não entraram na terra da promessa, o que seria o seu “descanso” na terra (não é símbolo do céu, pois na terra da promessa ainda haveria muitas lutas, mas representa a vida de bênção do crente aqui na terra). O judeu convertido não teria a vida de bênção se voltasse ao judaísmo. Hoje, o crente convertido sofre a tentação da incredulidade, por exemplo com o assédio das teorias da evolução e do humanismo. Se lhes der ouvidos, será impelido à desobediência, e perderá o seu “descanso”, que são as bênçãos em sua vida aqui no mundo. Mas não perderá a sua salvação e a vida eterna.
3. Contra a imaturidade (5:11 – 6:20):- “vos tornastes tardios em ouvir, porque, devendo já ser mestres em razão do tempo, ainda necessitais de que se vos torne a ensinar os princípios elementares dos oráculos de Deus, e vos haveis feito tais que precisais de leite, e não de alimento sólido”, o que vem a ser a imaturidade por causa da estagnação espiritual e incapacidade para aprender a “palavra da justiça” e, “pela prática, ter as faculdades exercitadas para discernir tanto o bem como o mal”. As palavras “vos haveis feito tais” demonstra retrocesso ao invés do progresso que seria de se esperar no crente. O retrocesso voltava aos seis princípios rudimentares dos oráculos de Deus aqui mencionados: “o arrependimento de obras mortas” (o sistema levítico),“e de fé em Deus” (conversão ao senhorio de Cristo), “e o ensino sobre batismos” (as várias imersões e lavagens do sistema levítico) “e imposição de mãos” (a maneira de abençoar e dedicar ou se identificar com pessoas ou coisas no Velho Testamento), “e sobre ressurreição de mortos” (também uma doutrina do Velho Testamento achada em Jó 19:25, Isaías 26:19 e Daniel 12:2), “e juízo eterno” (o julgamento final, do “grande trono branco”). É o desejo de Deus que o crente progrida para a maturidade, embora não o obrigue a fazê-lo (6:3). Alguns daqueles judeus já teriam regredido ao ponto de não poderem avançar mais. Pensavam que tinham a opção de voltar atrás ao judaísmo e depois arrepender-se para voltar à fé cristã, assim apagando o pecado de apostasia. Mas conforme a sua posição diante de Deus, eles não tinham essa opção, pois era impossível. Se fossem verdadeiros crentes, eles teriam cinco privilégios espirituais: “foram iluminados” (regenerados e salvos), “e provaram o dom celestial” (tiveram experiência real do dom de Deus que era o Messias), “e se fizeram participantes do Espírito Santo” (receberam o Espírito Santo ao se converterem), “e provaram a boa palavra de Deus”(foram beneficiados com o conhecimento e ensino da Palavra), “e os poderes do mundo vindouro” (viram milagres apostólicos, amostra dos poderes que serão manifestados no reino do Messias).
O versículo 6:6 é crucial e uma interpretação errada tem sido usada por alguns como base para a doutrina da perda da salvação. O que o autor está dizendo é que, aos crentes que possuem esses cinco privilégios espirituais evidenciando que são verdadeiros crentes, é impossível cair e, portanto, de ser renovados para arrependimento. A razão da impossibilidade é que, para perderem a sua salvação e a receber novamente seria necessário que o Filho de Deus fosse crucificado de novo. Pela sua ação, os que caiam manifestavam sua rejeição de Jesus como Cristo, colocando-se junto aos outros judeus incrédulos da sua geração. O verdadeiro crente não tem a opção de voltar atrás e terá que prosseguir. Se for negligente, será disciplinado nesta vida ou dará contas do seu proceder no tribunal de Cristo. Não perderá a sua salvação.
4. Contra o pecado voluntário (10:19-31):- “Se voluntariamente continuarmos no pecado, depois de termos recebido o pleno conhecimento da verdade, já não resta mais sacrifício pelos pecados”, portanto devem ser seguidas as exortações dos versículos 22 a 25. O castigo pelo pecado voluntário é a expectativa terrível de juízo. Trata-se de uma condição de continuidade, não de um pecado isolado. No caso daqueles judeus, seria voltar ao judaísmo e continuar nele intencional e permanentemente. No Velho Testamento não havia sacrifícios possíveis para alguns pecados, como adultério, assassínio e blasfêmia, mas o culpados tinham que sofrer a pena de morte. Novamente, não se tratava de morte espiritual. Os crentes judeus daquele tempo que voltassem ao judaísmo, cometendo apostasia, teriam como castigo morte física (v. 28-29), morte na destruição de Jerusalém em 70 d.C. (v. 25 e 27) e perda das recompensas no tribunal de Cristo (v. 35-36).
Novamente, o crente de hoje que peca voluntária e continuadamente também está sujeito à disciplina nesta vida e à perda das recompensas no tribunal de Cristo. Mas não perde a sua salvação.
 5. Contra a indiferença (12:25-29):- “Vede que não rejeiteis ao que fala”:- os crentes judeus deviam cuidar para não ser indiferentes à voz de Deus, como os israelitas tinham sido no Monte Sinai. Está no presente, portanto é a voz de Cristo que nos fala hoje pela Sua Palavra, como Deus falava ao povo na antiguidade. Os que estavam debaixo da lei de Moisés não escaparam da punição, portanto os crentes que não atentam à voz de Cristo hoje não podem esperar tratamento melhor. Sofrerão  disciplina e perda de recompensa, mas não perderão a sua salvação eterna.
Enfim, repetimos, essas advertências têm em vista evitar sérios castigos neste mundo e prejuízo no porvir. Embora dirigidas aos cristãos judeus no início do cristianismo, têm aplicações para o crente no presente. Não se cogita na perda da sua salvação e da sua vida eterna, que são garantidos pelo nosso Senhor e Salvador Jesus Cristo em Sua Palavra para todo aquele que ouve a Sua Palavra e crê em Deus (João 5:24). A vida eterna não é passível de morte.

FOGO NA VENTA - Pastor é suspeito de abusar sexualmente de jovem de 15 anos, filha de presbítero do templo


Igreja onde Márcio Gleison é pastor. (FOTO: Reprodução/ TV Jangadeiro)
Igreja onde Márcio Gleison é pastor. (FOTO: Reprodução/ TV Jangadeiro)
Uma garota de 15 anos teria sido abusada sexualmente pelo pastor evangélico Márcio Gleison da Silveira. Ela mantinha um relacionamento com o homem, mas se arrependeu e decidiu revelar aos familiares. A vítima é filha de um dos presbíteros do templo que o pastor lidera. A notícia causou revolta entre moradores do Bairro Tabapuá, na Caucaia, na Região Metropolitana de Fortaleza. Cerca de 40 pessoas agrediram o pastor, além de danificar o seu carro.
A polícia foi acionada e impediu que Márcio sofresse linchamento. Todavia, as pessoas continuaram inconformadas e quebraram vários objetos dentro da igreja, localizada na BR-222, em Caucaia.
O pastor foi levado à Delegacia Metropolitana da cidade, onde prestou depoimento. A esposa de Márcio não tinha conhecimento do fato, e compareceu à delegacia para conversar com o delegado. A família da garota, juntamente com amigos, também esteve presente, e nervosa com a situação.

Márcio Gleison da Silveira afirmou à polícia que o relacionamento acontecia “há algum tempo” e que 
tinha o consentimento da garota. O pastor tem três filhos, sendo um deles deficiente. A igreja que lidera existe há dois anos e tem cultos realizado cerca de três vezes por semana.
“É muito revoltante. Se a polícia não tivesse chegado logo, ele teria sido linchado aqui mesmo. Ninguém desconfiava de nada. Quando veio à tona, todo mundo caiu em cima dele”, disse um dos moradores, que preferiu não se identificar. “Muita gente se esconde na palavra de Deus pra fazer sem- vergonhice (sic)”, opina
.


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