quinta-feira, 5 de março de 2015

LIBAÇÃO - DERRAMANDO SUA VIDA DIANTE DE DEUS.

 

Entre os israelitas, uma libação consistia em derramar líquido, geralmente vinho forte (Números 15:5,7, Oséias 9:4), sobre o holocausto no altar. Por ser inflamável ele queimava bem e ajudava a queimar o holocausto, produzindo um cheiro agradável. Era sempre derramado, nunca bebido.
O apóstolo Paulo se refere a esta libação quando diz que se alegra e congratula com os crentes em Filipos mesmo que ele fosse oferecido por libação sobre o sacrifício da sua fé (Filipenses 2:17). É uma belíssima figura de linguagem ilustrando o que a vida do crente realmente deveria ser.
A libação era acrescentada às ofertas queimadas e às ofertas de manjares, transformava-se em chamas, e desaparecia. A libação não era oferta pelo pecado, mas apenas uma oferta queimada de aroma agradável ao SENHOR (Números 15:10).
O Senhor Jesus Cristo foi o sacrifício supremo pelo nosso pecado. A vida do crente deve ser uma libação, “despejada” agradavelmente diante de Deus e consumida de tal forma que o único que se vê depois é o nosso bendito Salvador.
Tantos gostariam de ser lembrados tendo seus nomes gravados em pedra para todos verem, mas Ele é quem deve receber toda a honra e toda a glória. Anos mais tarde, percebendo que estava chegando ao fim de sua vida aqui no mundo, o apóstolo Paulo novamente usa essa expressão em sua segunda epístola a Timóteo: estou sendo já oferecido por libação (2 Timóteo 4:6).
Seu epitáfio, por assim dizer, é o que encontramos logo a seguir: em pouquíssimas palavras ele define sua vida passada, e a sua vida por vir. Mas que epitáfio!  

       
  1. Combati o bom combate - sem dúvida ele foi um bom combatente, mas aqui ele se refere ao combate como sendo “bom”. Ele esteve ao lado de Cristo, que é a Luz, e o Caminho, e a Verdade, e a Vida, no combate contra as trevas, o mundo, o diabo, e a morte. Estamos também combatendo este bom combate? Ou desviando nossas forças para, por exemplo, combater nossos irmãos na fé por que não concordam com nosso ponto de vista? Todo o crente deve ser um defensor inabalável da Bíblia, que é a Palavra de Deus, e das grandes verdades que ela contém. Mas evitemos colocar nela nossas próprias idéias prediletas, quando ali não se encontram: é o início da heresia, que divide as igrejas.




  1. Acabei a carreira - a vida do crente é uma carreira. Não em competição com outros, olhando em volta e procurando vencê-los na concorrência para o prêmio. A carreira proposta para cada crente é individual, e consiste de circunstâncias e obstáculos próprios para ele. É necessário perseverança, desembaraço de todo o peso e pecado, disciplina (1 Coríntios 9:27), e olhar firmemente para o Autor e Consumador da Fé, Jesus (Hebreus 12). Alguns de nós sabemos que estamos no fim da carreira, outros achamos que temos ainda muito território a percorrer: corramos de tal forma a não ter de que nos envergonhar quando chegarmos ao fim.




  1. Guardei a Fé - Deus, por Sua graça, nos concede a Fé que consiste no conjunto de verdades e doutrinas da Sua Palavra, compreendidas no Evangelho de Cristo. Todo o crente tem por dever guardar a Fé. Um pouco antes, neste mesmo capítulo 4 de 2 Timóteo, somos prevenidos que haverá tempo em que não suportarão a sã doutrina; pelo contrário, cercar-se-ão de mestres, segundo as suas próprias cobiças, como que sentindo coceira nos ouvidos; e se recusarão a dar ouvidos à verdade, entregando-se às fábulas. Poderíamos ter uma descrição mais exata dos tempos atuais? Esta profecia está sendo cumprida por toda a parte. Como Timóteo, todo obreiro deve pregar a palavra ... corrigir, repreender, exortar com toda a longanimidade e doutrina (ver. 2).




  1. O tempo da minha partida é chegado - embora o apóstolo aguardasse a volta de Cristo para buscar a Sua igreja, a qualquer momento, como todo o crente até hoje, ele sabia que lhe restava pouco tempo de sua vida aqui. Encarando a morte física, ele não a considerava como uma chegada ao “porto de destino” depois de uma longa viagem aqui, como alguns poderão pensar, mas como a partida do “porto de origem”, terrestre, para uma viagem pela eternidade. A vida aqui foi curta, como uma libação. A vida eterna é assim: não partimos para a “viagem” ainda, enquanto estivermos neste planeta.




  1. Já agora a coroa de justiça me está guardada, a qual o Senhor, reto juiz, me dará naquele dia - a coroa de justiça é um galardão, entre outros, que será dado a todos quantos amam a vinda do Senhor. Para amar a vinda do Senhor é necessário amar o próprio Senhor. Todos os que amam ao Senhor, guardam os seus mandamentos (João 14:21).
Que a nossa vida, como a de Paulo, também seja uma libação, uma oferta de aroma agradável ao Senhor!


VIA GRITOS DE ALERTA

PSD põe Pastor deputado na suplência para que ele não dispute a pasta do Direitos Humanos

O PSD informou nesta quinta-feira (5) que retirou o deputado Sóstenes Cavalcante (PSD-RJ) da vaga de titular na Comissão de Direitos Humanos a fim de barrar a sua candidatura à presidência do colegiado.
Sóstenes Cavalcante passará a ser suplente na comissão, o que, pelo regimento da Casa, o impede de concorrer ao cargo de presidente. Como titular, ficará o deputado Delegado Éder Mauro (PSD-PA).
Cavalcante apresentou candidatura avulsa na sessão realizada na quarta (4), quebrando um acordo entre os líderes partidários para que o comando da comissão ficasse com um deputado do PT – o nome indicado pelos petistas é o do deputado Paulo Pimenta (PT-RS).
Segundo o líder do PSD na Câmara, Rogério Rosso (DF), a decisão foi tomada a fim de cumprir o trato com as demais legendas. “Não podemos descumprir o acordo. E, da nossa parte, procurei dar um desfecho que, obviamente, o preservasse na comissão”, disse Rosso.
Diante da ameaça de ruptura do acordo, o presidente da Câmara, Eduardo Cunha (PMDB-RJ), já havia declarado na quarta que iria atuar de “todas as maneiras” para garantir que o PT presidisse o colegiado.
Bancada evangélica
A previsão era que o presidente da comissão fosse eleito já na sessão de instalação, realizada na quarta-feira (4), mas que acabou adiada diante do impasse com Cavalcante.

Apadrinhado político do pastor Silas Malafaia, o deputado está em seu primeiro mandato como deputado federal e também é pastor da Assembleia de Deus.
Ele havia se lançado como candidato avulso com o apoio de parlamentares como Jair Bolsonaro (PP-RJ) e Pastor Marco Feliciano (PSC-SP).

g1

O PSD informou nesta quinta-feira (5) que retirou o deputado Sóstenes Cavalcante (PSD-RJ) da vaga de titular na Comissão de Direitos Humanos a fim de barrar a sua candidatura à presidência do colegiado.
Sóstenes Cavalcante passará a ser suplente na comissão, o que, pelo regimento da Casa, o impede de concorrer ao cargo de presidente. Como titular, ficará o deputado Delegado Éder Mauro (PSD-PA).
Cavalcante apresentou candidatura avulsa na sessão realizada na quarta (4), quebrando um acordo entre os líderes partidários para que o comando da comissão ficasse com um deputado do PT – o nome indicado pelos petistas é o do deputado Paulo Pimenta (PT-RS).
 
 

JEFTÉ - O ESCOLHIDO DE DEUS .

O preconceito faz parte da história da humanidade desde os tempos remotos. Ainda hoje, em que pese as movimentações da sociedade organizada, que combatem todas as formas de preconceito, não há como exterminar as várias e variadas formas de discriminação.

Israel era governada por juízes num sistema de governo conhecido como Teocracia, que é a interpretação das leis por religiosos, que têm autoridade também para fazer cumprir leis cívicas e religiosas. Na teocracia israelita Deus era o soberano e Ele designava juízes encarregados de julgar o povo e fazer cumprir as leis.

Pois bem. Havia um homem valoroso em Israel, que era filho de Gileade com uma prostituta. A bem da verdade, Jefté era filho de Gileade com uma mulher canaanita, por isso ela é chamada na Bíblia de prostituta, porque não era israelita e tinha costumes e rituais pagãos.

Gileade teve outros filhos com sua esposa e quando estes meio-irmãos de Jefté cresceram, eles expulsaram Jefté da casa de seu pai, para que ele não tivesse direito à herança. Jefté foi humilhado e fugiu de seus irmãos e foi habitar em Tobe. O texto relata que homens levianos se juntaram a Jefté e saíram com ele, ou seja, além de expulso, Jefté andava em más companhias, mas Deus não olha a circunstância em volta do homem a quem escolhe e Ele escolheu Jefté para ser o chefe na terra do Seu povo.

Depois de algum tempo houve um probleminha em Israel. Os filhos de Amon pelejaram contra Israel e os anciãos de Gileade foram procurar Jefté para pedir ajuda. É, meu amigo, nada como um dia atrás do outro e uma noite no meio para clarar as ideias. Foi a coisa apertar e os gileaditas se lembraram da coragem de Jefté, que havia sido expulso da casa de seu pai pela ganância de seus irmãos.

Não passou batido, Jefté disse aos anciãos de Gileade: “Porventura não me odiastes a mim, e não me expulsastes da casa de meu pai? Por que, pois, agora viestes a mim, quando estais em aperto?” (Juízes 11:7). Depois de tudo o que fizeram contra Jefté, os gileaditas ainda tiveram a cara dura de pedir a ajuda dele. A vida é assim mesmo e o mundo dá voltas.

A proposta dos anciãos de Gileade era que Jefté os livrasse dos filhos de Amon e depois se tornasse chefe sobre eles. Jefté desconfiou das intenções deles, afinal, ele foi expulso da casa de seu pai e ninguém por lá o ajudou, mas os anciãos juraram por Deus que tinham as melhores intenções do mundo e que cumpririam com a promessa.

Jefté foi com os anciãos de volta a Gileade e foi aclamado chefe e príncipe sobre eles, então Jefté começou a tomar suas providencias e mandou mensageiros ao rei dos filhos de Amon com um recado atrevido, veja: Que há entre mim e ti, que vieste a mim a pelejar contra a minha terra?” (Juízes 11:12). Jefté tinha fama de valente e o rei dos filhos de Amon tremeu nas bases e disse: É porque, saindo Israel do Egito, tomou a minha terra, desde Arnom até Jaboque, e ainda até ao Jordão: Restitui-ma agora, em paz.” (Juízes 11:13). 

Era uma desculpa esfarrapada e Jefté rebateu o rei dos filhos de Amon, rememorando toda a trajetória de Israel desde sua saída do Egito.

Depois de detalhada exposição, Jefté deu o tiro de misericórdia no rei dos filhos de Amon e disse: Assim o Senhor Deus de Israel desapossou os amorreus de diante do seu povo de Israel; e os possuirias tu? Não possuirias tu aquilo que Quemós, teu deus, desapossasse de diante de ti? Assim possuiremos nós todos quantos o Senhor nosso Deus desapossar de diante de nós. (Juízes 11:23-24).

A argumentação de Jefté seguia uma lógica clara: o Deus de Israel desapossou aquelas terras seus moradores e as deu aos hebreus por possessão, então eles iriam desfrutar de tudo quanto o seu Deus lhes havia dado, afinal, se o deus dos filhos de Amon (Quemós) desse a eles terras, por ventura eles não a iriam possuir?

Por fim, e sem conseguir dissuadir o rei dos filhos de Amon de pelejar contra Israel, Jefté disse: Tampouco pequei eu contra ti! Porém tu usas mal comigo em pelejar contra mim; o Senhor, que é juiz julgue hoje entre os filhos de Israel e entre os filhos de Amom. (Juízes 11:27). Jefté, inteligentemente, invocou o julgamento do Senhor entre os filhos de Amon e os filhos de Israel. O rei dos filhos de Amon fez pouco caso daquela oração do valoroso Jefté, mas ela funcionou e o Espírito de Deus encheu Jefté de força e ele passou à frente do exército dos filhos de Amon.

Só teve um probleminha: Jefté fez um voto de tolo ao Senhor, veja: Se totalmente deres os filhos de Amom na minha mão, aquilo que, saindo da porta de minha casa, me vier ao encontro, voltando eu dos filhos de Amom em paz, isso será do Senhor, e o oferecerei em holocausto. (Juízes 11:30-31). Esse era um costume canaanita: sacrifícios humanos rituais, mas o Deus de Israel nunca requereu nada parecido, a não ser para provar a fé de Abraão, porém o Senhor não permitiu que ele imolasse seu filho Isaque.

Muito bem. Jefté foi vitorioso na batalha e feriu os filhos de Amon com grande mortandade, mas quando ele voltou da guerra para sua casa em Mizpá, sua filha única saiu ao seu encontro dançando e tocando adufes. Aquela era sua única filha mesmo, Jefté não tinha outro filho, ou filha. Foi uma tragédia e Jefté se arrependeu muito de proferir voto louco diante do Senhor, mas ele o cumpriu.

Isso serve de lição para cada um de nós: Deus não pede além do que podemos dar, que é o nosso coração. Está escrito: “Quando a Deus fizeres algum voto, não tardes em cumpri-lo; porque não se agrada de tolos: o que votares, paga-o. Melhor é que não votes do que votares e não cumprires”. (Eclesiastes 5:4-5). Não se apresse fazendo votos a Deus, ainda mais se for voto de tolo. O melhor presente que se pode dar a Deus é reconhecer Seu Filho como Salvador.

JACO - ISRAEL

De todos os relatos da Torá, este é um dos mais envoltos em mistério. Conta-nos a história da luta entre um ser humano e um anjo e a da ...