segunda-feira, 12 de janeiro de 2015

Diferenças Irreconciliáveis Entre o Islamismo e o Cristianismo

No início da década de 80, três irmãos – todos muçulmanos ativos e devotos, filhos de um líder da fé islâmica – entregaram a vida ao Senhor Jesus Cristo. Em relação à sua conversão, eles escreveriam, mais tarde: "Nós não mudamos de religião. O sangue de Jesus nos salvou [...]. O que ocorreu foi o gracioso ato divino da redenção".
O pai os repudiou. "Poderia ter sido pior" – escreveram eles – "De acordo com a hadith 9.57, nós três deveríamos ter sido mortos". Eles só voltaram a ver o pai dezessete anos depois, em 1999, quatro dias antes da morte dele. E ele morreu muçulmano.
Hoje em dia, Ergun e Emir Caner são professores cristãos de história eclesiástica e teologia, e autores de um livro extraordinário, intitulado Unveiling Islam (Revelando o Islã, Kregel Publications). O livro está repleto de informações históricas sobre Maomé e a fé islâmica, e esclarece de forma brilhante as diferenças irreconciliáveis entre o cristianismo e o islamismo.

Maomé versus Jesus

Aos quarenta anos, Maomé começou a ter convulsões, e afirmava que foi através delas que recebeu a revelação de Deus (Alá), por meio do anjo Gabriel. Porém, ele tinha um "medo mortal" da fonte dessa revelação e achava estar possuído por demônios. Foi sua esposa que o convenceu do contrário.
Os Caner escrevem: "As dúvidas de Maomé são perturbadoras. Será que um autêntico profeta de Deus duvidaria da fonte de sua revelação? [...] Certamente nenhum dos genuínos profetas da Bíblia atribuiu a revelação de Deus aos demônios".
Maomé incumbiu todo muçulmano de empreender a guerra santa, a jihad. Em 627, na cidade de Medina, ele ordenou que 800 judeus fossem enterrados numa trincheira com as cabeças para fora, sem a menor possibilidade de reação, e depois decapitados, "um procedimento que levou um dia inteiro e prosseguiu pela noite adentro [...]. Jesus, por sua vez, não ordenou as cruzadas assassinas" – declararam os Caner. "Maomé era desumano na batalha [...]. Porém, a única vida que Jesus Cristo entregou voluntariamente foi a Sua própria. Seu caráter demonstra compaixão contínua e incontestável. Maomé, por outro lado, era imprevisível e hostil aos que se recusavam a segui-lo".
"vós que credes, combatei os descrentes que estão próximos de vós. E que sintam dureza em vós! E sabei que Deus está com os piedosos" (sura 9.123).
Os Caner continuam:
Ele matava seus críticos por expressarem seu pensamento, ordenou o espancamento de uma mulher para obter informações e manteve relações sexuais com uma criança de nove anos. Além disso, era um general sanguinário e atacava caravanas apenas para conseguir dinheiro para a expansão de seu movimento. Ele chegou até a quebrar as regras de guerra, comandando um ataque durante um mês sagrado.
Maomé "raramente conseguia uma conversão que não fosse através de coação". Além disso, confiava em suas próprias boas obras para chegar ao céu, e ordenou aos muçulmanos: "...matai os idólatras onde quer que os encontreis" (sura 9.5). Foi ele que fez constar do Corão a ordenança para a execução, crucificação, mutilação ou exílio de qualquer um que fizesse "guerra a Deus (Alá) e a seu Mensageiro..." (sura 5.33).
Ao contrário do cristianismo, o islamismo não tem o conceito de um relacionamento pessoal com Deus, e a ênfase que Jesus dava ao amor é completamente estranha ao islã: "O amor não entra na equação, pois a religião muçulmana está fundamentada no senso de dever e no desejo de receber a recompensa" – afirmam os Caner. Enquanto a Bíblia ensina "Amai os vossos inimigos e orai pelos que vos perseguem" (Mateus 5.44), os muçulmanos são ensinados a odiar os inimigos de Alá (como faz o próprio Alá), e o Corão promete o paraíso a todos os que morrerem lutando pelo islã.

Lutar até a morte

O Corão ensina seus seguidores a lutar até que o islamismo domine o mundo:
"Que combatam pela causa de Deus (Alá) os que trocam esta vida terrena pela vida futura! Pois quem combater pela causa de Deus, quer sucumba quer vença, conceder-lhe-emos grandes recompensas" (sura 4.74).
"Os crentes combatem na senda de Deus (Alá); os descrentes combatem na senda do ídolo Tagut. Combatei, pois, os aliados do demônio. A astúcia do demônio é ineficaz" (sura 4.76).
"Mas quando os meses sagrados tiverem transcorrido, matai os idólatras onde quer que os encontreis, e capturai-os e cercai-os e usai de emboscadas contra eles" (sura 9.5)
"Combatei-os: Deus (Alá) os castigará por vossas mãos e os humilhará e vos dará a vitória sobre eles..." (sura 9.14).
"Dos adeptos do Livro, combatei os que não crêem em Deus nem no último dia e nem proíbem o que Deus (Alá) e seu Mensageiro proibiram e não seguem a verdadeira religião – até que paguem, humilhados, o tributo" (9.29).
"Mas o Mensageiro e os que creram lutaram com seus bens e sua vida. A abundância e a vitória lhes pertencerão" (sura 9.88).
"vós que credes, combatei os descrentes que estão próximos de vós. E que sintam dureza em vós! E sabei que Deus está com os piedosos" (sura 9.123).
"Quando, no campo da batalha, enfrentardes os que descrêem, golpeai-os no pescoço. Depois, quando os tiverdes prostrado, apertai os grilhões. Depois, outorgai-lhes a liberdade ou exigi deles um resgate, até que a guerra descarregue seus fardos. Se Deus (Alá) quisesse, Ele mesmo os teria derrotado. Mas Ele assim determinou para vos provar uns pelos outros. E não deixará perder-se o mérito dos que morrem por sua causa" (sura 47.4).
"Deus ama os que combatem por Ele em fileiras semellhantes a uma parede bem construída" (sura 61.4).
"Foi Ele que enviou o Seu Mensageiro com a orientação e com a religião verídica para que a fizesse prevalecer sobre todas as outras religiões, ainda que isso desgoste os idólatras" (sura 61.9).


BETH - SHALOM 

Polícia encontra corpo de pastor desaparecido em Mogi das Cruzes

O corpo do pastor Antônio de Souza Chimenez, 40 anos, foi encontrado pela polícia de Mogi das Cruzes na quinta-feira (8) no bairro Botujuru. O religioso estava desaparecido desde o domingo depois de sair do culto da igreja Assembleia de Deus, Unidos para Vencer no bairro Vila Natal.
O carro de Chimenez foi encontrado na segunda-feira (5) todo carbonizado no bairro de César de Sousa. Segundo informações dadas à polícia o pastor teria ido ao bairro para efetuar o pagamento do aluguel da igreja que mantém em César de Souza, mas não retornou para casa.
As buscas pelo desaparecido continuaram ao longo da semana até que os policiais que fazem rondam em Botujuru encontraram o corpo. O suspeito de ter matado o líder religioso é um operador de máquinas de 33 anos, que já se entregou à Polícia Civil da cidade.
Identificado como André Luiz Francisco, o homem disse em depoimento que o pastor assediava a esposa dele. A mulher, Léia Cristina de Oliveira Francisco, de 28 anos, confirmou o assédio do pastor e disse que se desvencilhava das investidas.

Homem confessa ter assassinado o pastor

Em depoimento Léia diz que o frequentava a igreja e que o pastor sempre a tratou normal até que pediu seu telefone para uma irmã. Pelo telefone ele começou a assediá-la e no domingo ela foi até a igreja dizer que ele precisava parar, pois ela era uma mulher casada.
“Eu fui à igreja no domingo pedir pra ele parar de me assediar, porque eu era uma mulher casada. Pedi para parar de me ligar. Ele nunca me ameaçou, diretamente, não. Ele falava que o melhor que eu tinha que fazer era ficar com ele, porque meu marido não era homem pra mim”, relatou.
Depois do culto, Léia aceitou a carona do pastor para voltar para casa e ele teria tentado passar a mão em sua perna. “Quando ele passou a mão em mim, vi que estava passando do limite. Tive que contar pro meu marido”, disse.
André confessou o crime, disse que antes de matar o pastor eles discutiram. “Ele falou que eu não era homem, que ele que era homem pra ela. Discutimos muito. Ele veio para cima de mim, nos atracamos.”
O pastor foi morto com uma arma que estava em seu próprio carro. Depois do tiro André colocou o pastor dentro do carro e tentou socorrê-lo com a intenção de deixar o carro em frente da Santa Casa. Porém Chimenez já estava morto. A atitude do homem foi colocá-lo no porta-malas e abandonar o corpo no meio do mato.
“Na igreja, o pastor já tinha fama de ter caso com várias mulheres. Já ouvi várias pessoas falando isso”, disse Léia.
A mãe do pastor, Célia de Souza Chimenez, de 64 anos, chegou a falar de um caso extraconjugal de seu filho. “Testemunhas me ligaram em casa para dizer que ele estaria mantendo um relacionamento extraconjugal e que na sexta (2) um veículo preto com dois homens ficou rondando a igreja. Eles ficaram olhando para o altar, pareciam procurar por ele (Antonio)”, disse a mãe.
A mulher do pastor, que não teve o nome revelado, comentou apenas que na noite do domingo tentou falar com seu esposo, mas ele não atendida o telefone.
Em alguns boletins de ocorrência registrados na delegacia da cidade o pastor aparece em denúncias de violência contra sua mulher, os vizinhos chegaram a chamar a polícia relatando que esposa estava pedindo socorro. O caso mais recente foi de abril de 2014 e quando os policias chegaram na casa do casal a discussão já havia acabado.
Em outros boletins o pastor é acusado de ameaçar uma vizinha, dizendo que “iria procurar o pessoal do corre para dar um jeito nela”, segundo o boletim de ocorrência.
O corpo de Antônio de Souza Chimenez foi sepultado no cemitério São Salvador, no Parque Monte Líbano, na tarde desta sexta-feira (9), o cortejo foi acompanhado por parentes, amigos e frequentadores da igreja. Com informações G1

Cerca de 200 igrejas destruídas em onda de violência anticristã

Houve uma onda de violência anticristã provocada por muçulmanos ao redor do mundo nos últimos meses de 2014, de acordo com um novo relatório do Institute Gatestone, da África do Sul.

Embora tenha recebido pouca atenção da mídia, incluiu a destruição de cerca de 200 igrejas cristãs na Nigéria. Raymond Ibrahim, que trabalha para o Gatestone, lançou em janeiro o relatório “Novamente crucificado: Expondo a nova guerra do Islã contra cristãos”.

“Em apenas dois meses, cerca de 200 igrejas cristãs foram destruídas na Nigéria pela organização islâmica Boko Haram e seus aliados muçulmanos. Eles tomaram cidades e aldeias inteiras, nos estados do nordeste de Borno e Adamawa, causando a fuga de mais de 190.000 pessoas”, afirma o relatório.

Ibrahim observou ainda que, o Centro de Estudos do Cristianismo Global, com sede nos Estados Unidos concluiu que “Cerca de 100.000 cristãos morrem a cada ano por causa de suas crenças religiosas, ou seja, um a cada cinco minutos. Em países como o Iraque, Síria, Nigéria, Camarões, Sudão, Paquistão, Somália e Egito, todos os cristãos, idosos, mulheres, homens e crianças vivem em condições de insegurança total. Eles são expulsos de suas casas, mandados para a prisão por blasfêmia, mortos brutalmente durante os cultos e suas igrejas são queimadas. Há relatos de meninas que foram raptadas e forçadas a se casar com muçulmanos.”

Ele apresenta uma série de relatos de ataques religiosos inclusive na Alemanha e nas Filipinas, onde a maioria da população é cristã, mas existem extremistas muçulmanos atuando. Em algumas nações, a perseguição é feita na forma de decisões judiciais, relata Ibrahim. Em alguns países esse tipo de informação sequer chega a ser noticiado e o Instituto conta com os testemunhos dos cristãos onde os ataques ocorreram.

“Embora boa parte dos muçulmanos não esteja envolvida, a perseguição aos cristãos está se expandindo. Nosso relatório foi desenvolvido para reunir provas de casos de perseguição que vêm à tona a cada mês. Documentamos o que a mídia muitas vezes deixa de denunciar. Essa perseguição não é aleatória, mas sistemática, ocorrendo em todas as línguas, etnias e locais”, explicou.

O material compilado pelo Gatestone apresenta dados muito semelhantes ao novo relatório anual sobre perseguição publicado pela Portas Abertas, o qual mostra que a África foi o continente onde a violência contra cristãos mais cresceu.

Fonte: Gospel Prime

Cerca de 200 igrejas destruídas em onda de violência anticristã

Houve uma onda de violência anticristã provocada por muçulmanos ao redor do mundo nos últimos meses de 2014, de acordo com um novo relatório do Institute Gatestone, da África do Sul.

Embora tenha recebido pouca atenção da mídia, incluiu a destruição de cerca de 200 igrejas cristãs na Nigéria. Raymond Ibrahim, que trabalha para o Gatestone, lançou em janeiro o relatório “Novamente crucificado: Expondo a nova guerra do Islã contra cristãos”.

“Em apenas dois meses, cerca de 200 igrejas cristãs foram destruídas na Nigéria pela organização islâmica Boko Haram e seus aliados muçulmanos. Eles tomaram cidades e aldeias inteiras, nos estados do nordeste de Borno e Adamawa, causando a fuga de mais de 190.000 pessoas”, afirma o relatório.

Ibrahim observou ainda que, o Centro de Estudos do Cristianismo Global, com sede nos Estados Unidos concluiu que “Cerca de 100.000 cristãos morrem a cada ano por causa de suas crenças religiosas, ou seja, um a cada cinco minutos. Em países como o Iraque, Síria, Nigéria, Camarões, Sudão, Paquistão, Somália e Egito, todos os cristãos, idosos, mulheres, homens e crianças vivem em condições de insegurança total. Eles são expulsos de suas casas, mandados para a prisão por blasfêmia, mortos brutalmente durante os cultos e suas igrejas são queimadas. Há relatos de meninas que foram raptadas e forçadas a se casar com muçulmanos.”

Ele apresenta uma série de relatos de ataques religiosos inclusive na Alemanha e nas Filipinas, onde a maioria da população é cristã, mas existem extremistas muçulmanos atuando. Em algumas nações, a perseguição é feita na forma de decisões judiciais, relata Ibrahim. Em alguns países esse tipo de informação sequer chega a ser noticiado e o Instituto conta com os testemunhos dos cristãos onde os ataques ocorreram.

“Embora boa parte dos muçulmanos não esteja envolvida, a perseguição aos cristãos está se expandindo. Nosso relatório foi desenvolvido para reunir provas de casos de perseguição que vêm à tona a cada mês. Documentamos o que a mídia muitas vezes deixa de denunciar. Essa perseguição não é aleatória, mas sistemática, ocorrendo em todas as línguas, etnias e locais”, explicou.

O material compilado pelo Gatestone apresenta dados muito semelhantes ao novo relatório anual sobre perseguição publicado pela Portas Abertas, o qual mostra que a África foi o continente onde a violência contra cristãos mais cresceu.

Fonte: Gospel Prime

Europa coloca suas igrejas vazias à venda

Com a queda na frequência, muitas igrejas europeias estão sendo desativadas e aproveitadas para outros propósitos. A igreja de St. Joseph (foto), em Arnhem, Holanda, virou uma pista de skate

Numa noite recente, mais de 20 skatistas em roupas batidas realizavam saltos perigosos em uma velha igreja em Arnhem, na Holanda, observados por um mosaico com a aparência de Jesus e uma série solene de estátuas de santos. Trata-se da pista de skate Arnhem Skate Hall, uma reencarnação desconcertante da Igreja de St. Joseph, que já ressoou com as preces de cerca de mil fiéis.

Ela é uma das centenas de igrejas fechadas ou ameaçadas pela queda no número de frequentadores, uma tendência que coloca uma questão para as comunidades e governos da Europa Ocidental: o que fazer com esses prédios que já foram sagrados, mas hoje estão vazios e preenchem em número cada vez maior o interior do continente, do Reino Unido à Dinamarca?

O Skate Hall pode não durar muito. A outrora imponente igreja está cheia de danos provocados por infiltrações e precisa urgentemente ser reformada, a cidade cobra impostos dos skatistas e a Igreja Católica Romana, que ainda é dona do prédio, está tentando vendê-lo a um preço que os skatistas não têm condições de pagar.

“Estamos numa terra de ninguém”, diz Collin Versteegh, que tem 46 anos e é gerencia a pista de skates. “Não temos espaço de manobra.”

Casos como o do Skate Hall estão se reproduzindo num continente que por muito tempo alimentou o cristianismo, mas está se tornando implacavelmente secular.

O fechamento das igrejas reflete o rápido enfraquecimento da fé na Europa, um fenômeno que é doloroso tanto para os fiéis quanto para outros que veem a religião como um fator unificador numa sociedade desigual.

“Nessas cidades pequenas, você tem um café, uma igreja e umas poucas casas — e esse é o lugar”, diz Lilian Grootswagers, ativista que lutou para salvar a igreja em sua cidade, na Holanda. “Se a igreja for abandonada, veremos uma grande mudança em nosso país.”

As tendências relativas a outras religiões na Europa não se igualam às do cristianismo. O judaísmo ortodoxo, que é predominante no continente, tem se mantido relativamente estável. O islamismo, por sua vez, cresceu com a imigração de muçulmanos da África e do Oriente Médio. O número de muçulmanos na Europa cresceu de 4,1% do total da população europeia em 1990 para cerca de 6% em 2010 e deve atingir 8%, ou 58 milhões de pessoas, em 2030, segundo o Pew Research Center, um centro de pesquisas de Washington.

Para os cristãos, o fechamento de uma igreja — frequentemente o centro da praça da cidade — é um fato emotivo. Aqui as pessoas rezaram, sentiram pesar e alegria e buscaram um relacionamento com Deus. Mesmo alguns moradores seculares estão descontentes de ver esses marcos caírem em desuso ou serem demolidos.

Quando as igrejas fecham, as cidades geralmente querem recriar a atmosfera de um centro comunitário encontrando usos importantes para esses prédios históricos. Mas a manutenção das propriedades quase sempre é caras e há um limite para o número de bibliotecas e salas de concerto que uma cidade pode sustentar financeiramente. Então, projetos comerciais acabam ocupando esses espaços.

Dados de igrejas fechadas em toda a Europa são escassos, mas os resultados por país são expressivos.

A Igreja da Inglaterra fecha cerca de 20 igrejas por ano. Quase 200 igrejas dinamarquesas foram consideradas inviáveis ou subutilizadas. Já a Igreja Católica Romana na Alemanha fechou cerca de 515 igrejas nos últimos dez anos.

Mas é na Holanda que a tendência parece estar mais avançada. Os líderes da Igreja Católica Romana do país estimam que mais de 65% das 1.600 igrejas holandesas estarão desativadas em dez anos, e 700 igrejas protestantes da Holanda devem fechar dentro de quatro anos. “Os números são tão grandes que toda a sociedade será confrontada por eles”, diz Grootswagers, ativista do Futuro do Patrimônio Religioso, que trabalha para preservar igrejas. “Todo mundo será confrontado com grandes construções vazias na vizinhança.”

Os EUA tem evitado uma onda similar de fechamento de igrejas nesse momento porque os cristãos americanos permanecem mais ativos religiosamente que os europeus. Mas pesquisadores da religião dizem que o declínio no número de frequentadores de igrejas indica que o país enfrentará o mesmo problema em alguns anos.

Com as comunidades lutando para reinventar suas velhas igrejas, algumas soluções se mostram menos dignas que outras. Na Holanda, uma antiga igreja se tornou um supermercado, outra uma floricultura, uma terceira virou uma livraria e uma quarta uma academia de ginástica. Em Arnhem, uma loja de roupas modernas chamada Humanoid ocupa uma igreja datada de 1889, com prateleiras de roupas femininas elegantes dispostas sob os vitrais decorados das janelas.

Em Bristol, na Inglaterra, a antiga igreja de St. Paul se tornou a Circomedia, uma escola de treinamento para circo. Os diretores dizem que os tetos elevados são perfeitos para equipamentos aéreos como os trapézios.

Em Edimburgo, na Escócia, uma igreja luterana virou um bar temático sobre Frankenstein, com tubos de ensaio cheio de bolhas, raios laser e um boneco do monstro em tamanho real que desce do teto à meia-noite.

Muitas igrejas, especialmente as menores, estão se tornando lares, o que gerou todo um setor para conectar potenciais compradores com as velhas igrejas. As igrejas da Inglaterra e da Escócia listam propriedades disponíveis on-line, com descrições dignas de uma corretora imobiliária. A Igreja de St. John em Bacup, na Inglaterra, por exemplo, é descrita como possuindo uma “nave elevada e quartos no portão com tetos abobados de pedra, a um custo de cerca de US$ 160.000.

Igrejas desocupadas são um problema grande o suficiente para atrair a atenção dos governos. O da Holanda, juntamente com grupos religiosos e civis, adotou uma agenda nacional para preservação dos prédios. A província holandesa de Friesland — onde 250 das 720 igrejas existentes foram fechadas ou transformadas — possui uma “equipe Delta” para encontrar soluções.

“Toda igreja é um debate”, diz Albert Reinstra, especialista em igrejas na Agência de Patrimônio Cultural da Holanda. “Quando elas ficarem vazias, o que nós faremos com elas?” Os preservacionistas dizem que, na maioria das vezes, não há dinheiro suficiente para criar novos usos comunitários para as construções.

O debate pode ter efeitos dolorosos e pessoais. Quando Paul Clement, frade superior da Ordem de Santo Agostinho da Holanda, entrou para a ordem, em 1958, ela possuía 380 frades; agora, tem apenas 39. O frade mais jovem de seu monastério tem 70 anos e Clement, com 74, está planejando vender a igreja. “É difícil”, diz ele. “É triste para mim.”

Fonte: The Wall Street Journal

Igrejas europeias podem ser o próximo alvo dos terroristas

Para o professor e escritor Philip Jenkins, depois do ataque ao jornal Charlie Hebdo poderá acontecer um grande ataque contra algum símbolo do cristianismo europeu.

Em seu texto publicado no site católico Aleteia, Jenkins acredita que os recentes acontecimentos no Oriente Médio também fazem com que os ataques contra igrejas sejam vistos como muito mais prováveis.

Confira abaixo a íntegra do texto do professor e escritor Philip Jenkins:

Depois do Charlie Hebdo: as igrejas europeias podem ser o próximo alvo?


Mais uma vez, um hediondo ataque terrorista obriga os europeus a encarar algumas realidades políticas e culturais básicas. O massacre na redação parisiense da revista Charlie Hebdo levanta questões fundamentais e preocupantes sobre a liberdade de expressão e sobre o delicado equilíbrio entre os direitos civis e o policiamento eficaz. Mas para os cristãos, e para os católicos especificamente, os atuais perigos do terrorismo devem levar a sérias considerações sobre várias questões bastante diferentes. Olhando para a Europa contemporânea, precisamos levar em conta um evento funesto que ainda não ocorreu, mas que quase com certeza vai ocorrer nos próximos anos. A não ser que as circunstâncias políticas mudem radicalmente, vai haver em breve um grande ataque contra algum símbolo icônico do cristianismo europeu.

Esta afirmação não exige dons de profecia. Faz anos que os segmentos mais extremistas do islamismo radical vêm proferindo ameaças diretas contra a fé e a prática cristã. E é irrelevante que as suas ações estejam em contradição com as interpretações tolerantes da tradição do islã. Grupos radicais como a Al-Qaeda e o Estado Islâmico afirmam que os cristãos de hoje são idólatras a quem não se aplicam as promessas de proteção que existem no alcorão para “os povos do livro”. Atacar igrejas cristãs, para eles, é lutar contra a idolatria e contra os infiéis.

Os grupos terroristas já alvejaram indivíduos e instituições cristãs para provocar efeitos máximos de choque. Em 1995, um grupo árabe com sede nas Filipinas projetou assassinar o papa João Paulo II durante a sua visita àquela nação, como forma de distrair as atenções mundiais de outro plano terrorista: o de atacar aviões comerciais norte-americanos (o turco Ali Agca disparou contra o mesmo papa em 1981, mas ele não estava agindo em nome da causa jihadista). Quando o papa Bento XVI fez o seu polêmico discurso de Regensburg, em 2006, grupos muçulmanos extremistas organizaram protestos do lado de fora da catedral de Westminster, a igreja católica mais importante da Inglaterra, enquanto um porta-voz advertia que qualquer um que insultasse o islã deveria esperar nada menos que a execução.

Catedrais e grandes igrejas se destacam nas listas de alvos abortados de células islâmicas. Esses ataques frustrados já miraram contra as catedrais de Estrasburgo e de Cremona, por exemplo. A Al-Qaeda já fez ameaças contra a grande catedral de Bolonha: um afresco medieval do Juízo Final, presente nesse templo, retrata o profeta Maomé sendo jogado no inferno, com uma cobra em volta do seu corpo nu e com um demônio esperando por ele. Ativistas muçulmanos italianos protestaram frequentemente contra esta obra. Também é sensível o risco que corre o santuário espanhol de peregrinações de Santiago de Compostela, dada a sua dedicação a São Tiago, o “Matamoros”, ou seja, o “matador de mouros”. Outros importantes edifícios cristãos, embora não ofendam especificamente o sentimento islâmico, também podem atrair a violência terrorista justamente por causa do seu enorme valor simbólico.

Os recentes acontecimentos no Oriente Médio fazem com que os ataques contra igrejas sejam vistos como muito mais prováveis. Durante a última década, os extremistas em toda aquela região atacaram deliberadamente edifícios e comunidades cristãs para destruí-los, em particular na Síria e no Iraque. Os ataques-relâmpago realizados contra igrejas no Egito em 2013 foram os piores e mais numerosos no país desde o ano de 1321. O Iraque tem sido cenário constante do massacre de clérigos e fiéis cristãos, em geral durante as grandes celebrações, como o Natal. Em todo o mundo, aliás, o Natal é um tempo excepcionalmente perigoso para as igrejas localizadas em países como a Nigéria ou o Quênia: é a época em que os ataques suicidas são mais temidos. A Al-Qaeda e o Estado Islâmico, os principais autores dessas táticas, têm, ambos, forte presença em solo europeu.

As autoridades de segurança europeias, naturalmente, estão bem consciente desses perigos. Vejam-se os controles de segurança para quem quer entrar na Praça de São Pedro, em Roma. Por definição, no entanto, as igrejas e seus cultos precisam ficar abertos ao público. Para os planejadores terroristas, elas são como frutas em galhos baixos ao lado da estrada.

Como uma espécie de exercício intelectual, deveríamos pensar nas consequências de tais atos potenciais de terrorismo. Qual seria o efeito cultural ou político de um ataque que devastasse edifícios tão queridos como a abadia de Westminster, a catedral de Notre Dame, a de Santiago de Compostela, o Duomo de Florença ou a própria basílica de São Pedro? Ou de ataques simultâneos, como os que acontecem com frequência em Bagdá, durante a Missa do Galo em duas ou mais cidades europeias?

Os efeitos imediatos, sem dúvida, seriam o luto, o pesar e a fúria, e os líderes muçulmanos estariam entre os primeiros a condenar esse ataque hipotético, e com absoluta sinceridade. Eles declarariam que os terroristas representam uma parcela extremista da fé, que viola os seus preceitos básicos. As autoridades da Igreja, por sua vez, responderiam certamente com palavras de perdão e de reconciliação. E todos nós poderíamos esperar massivos encontros e vigílias inter-religiosas em várias cidades de todo o planeta.

É difícil, porém, evitar o aumento da tensão e da confrontação religiosa. Tais ataques resultariam em dramáticas e militarizadas operações de segurança em torno de outras igrejas, o que promoveria uma sensação de cerco e incentivaria a retórica de cruzada e jihad. O Vaticano descreveu inicialmente os ataques no metrô de Londres, em 2005, como "anticristãos", mas retirou este comentário quando ele foi acusado de ser “inflamatório”. Em outras circunstâncias, porém, motivos flagrantemente anticristãos podem ser impossíveis de esconder.

Podemos imaginar os cristãos europeus adquirindo uma nova consciência da sua cultura e do seu patrimônio, redescobrindo o senso de história cristã que eles sempre tiveram por óbvio. Na Inglaterra, por exemplo, a antiga bandeira cruzada de São Jorge era praticamente desconhecida há quarenta anos, mas hoje é um símbolo de identidade nacional. Poderíamos também esperar uma reforçada militância dos imigrantes do hemisfério sul que vivem na Europa, milhões dos quais são cristãos e cujos países de origem são cenários de violência inter-religiosa. Deveríamos esperar uma violência retaliatória? Nacionalistas de extrema-direita poderiam, eles próprios, adotar uma retórica de cruzada e atacar mesquitas e centros islâmicos.

Eu não tenho a pretensão de prever as consequências em suas minúcias. Mas seria valioso, ainda assim, pensarmos nessas atrocidades potenciais antes que elas aconteçam de verdade.


Fonte: Aleteia

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