domingo, 26 de outubro de 2014

Eleição no Rio expõe divisão entre evangélicos

Assembleia de Deus e pastores de outras denominações apoiam Pezão. A Universal, de Edir Macedo, fica ao lado de Crivella.


A eleição para o governo do Rio de Janeiro revela uma cisão entre os evangélicos no Estado. De um lado, algumas das principais lideranças evangélicas fluminenses apoiam o candidato à reeleição, Luiz Fernando Pezão (PMDB). Do outro lado, apresenta-se como candidato de oposição Marcelo Crivella (PRB), bispo licenciado da Igreja Universal do Reino de Deus e sobrinho de seu fundador, Edir Macedo. A divisão tem pouco a ver com visões políticas divergentes. Pesam mais a disputa por espaço e fiéis, assim como o ressentimentos de grupos religiosos em relação à Universal, tida como isolacionista. Adversários criticam a igreja liderada por Macedo de promover eventos sozinha, em vez de participar de grandes momentos comunitários evangélicos, como a Marcha para Jesus. Há críticas também ao histórico da Universal de comprar imóveis, assim como horários de TV e rádio, para desalojar pastores de outras denominações. De acordo com o IBGE, evangélicos representam um quarto da população fluminense.

Maior igreja evangélica do país, com 12,3 milhões de fiéis, a Assembleia de Deus apoia Pezão. Os principais líderes em defesa da reeleição são os influentes pastores Abner Ferreira, presidente da Convenção Estadual das Assembleias de Deus-Madureira, e Silas Malafaia, da Assembleia de Deus-Vitória em Cristo. Valdemiro Santiago, um dissidente da Universal que criou a Igreja Mundial do Poder de Deus, também se manifestou a favor de Pezão. A igreja de Santiago tinha 315 mil fiéis, segundo o Censo de 2010 do IBGE. É vista como uma das principais responsáveis pela redução no número de seguidores da Universal, que caiu 228 mil, para 1,87 milhão, entre 2000 e 2010. “Eles [Universal] sempre foram afastados, extremamente exclusivistas. Nunca participaram de eventos comunitários, não trabalham em conjunto. Só nesta época de eleição é que querem. Por favor, aí não! Se é para caminhar juntos, vamos caminhar do começo ao fim!”, afirma o pastor Abner Ferreira. “Eles criam essa barreira, absolutamente desnecessária. Há espaço para todos fazerem seu trabalho”. O pastor Malafaia reforça a crítica. “Eles são igreja evangélica na hora da eleição. Fora (desse período), são isolados. Não participam de nada. Na hora do voto, é ‘irmão’?”, afirma. “Todas as lideranças que conheço apoiam Pezão. Abner, Marcus Gregório [da Baixada Fluminense], eu, Valdemiro... não conheço nenhum líder de expressão no Estado do Rio de Janeiro que apoie Crivella”, diz Malafaia.

ÉPOCA entrou em contato com a campanha de Crivella e enviou uma mensagem com perguntas sobre a divisão que é tema desta reportagem. A assessoria de imprensa informou que o candidato não responderia questões sobre religião. Em nota, a assessoria de imprensa da Universal afirma: “deve surpreender é o fato de que, apesar de alguns poucos líderes evangélicos estarem apoiando o outro candidato, Marcelo Crivella desfrute de grande apoio e aceitação dos evangélicos em geral, incluindo muitos membros das igrejas dos citados líderes. A verdade é que o povo conhece a índole e trabalho de Crivella.” A assessoria da Universal afirmou desconhecer “tal isolamento” da igreja no meio e citou como exemplo a recente presença de “mais de dez mil pastores de centenas de denominações evangélicas”, em reunião presidida pelo Bispo Macedo no Templo de Salomão. “Só do Rio de Janeiro vieram mais de 700 líderes.”

Voto é contra a Universal, diz Malafaia

Questionado se o voto pregado pelas lideranças evangélicas é mais a favor de Pezão ou contra a Universal, Malafaia admitiu: “O voto vai ser contra o que Edir Macedo representa no meio evangélico. É muito mais o voto contra a Universal, de várias lideranças. Não somos trouxas! A Universal é individualista, não estende a mão uma vez. Aí chega a eleição e eles: ‘Meu irmão, meu irmão...’”, diz o pastor. “Nós não somos trouxas. Eles nunca nos respeitaram e agora querem o nosso voto? Não podemos votar em alguém que representa a liderança de uma igreja que não respeita nem seus irmãos”, afirma.
O líder religioso reclama do que reputa como uma prática tradicional da Universal, de desalojar pastores de outras denominações. “Um pastor pequeno aluga um cinema em uma área boa; eles vêm e compram o cinema e põem o pastor para fora”, diz. Ele aponta também o que considera uma contradição de Crivella. “O Crivella diz ‘irmão vota em irmão’, mas no primeiro turno nacional, havia dois irmãos, Marina Silva e Everaldo Pereira. E ele apoiou Dilma”, afirma. O pastor havia apoiado Crivella em duas campanhas anteriores, inclusive na última, para o Senado.

Após ter ficado neutro no primeiro turno no Rio, Malafaia chegou a criticar as primeiras peças de campanha eleitoral de Pezão para o segundo turno. Em sua visão, elas atacavam a Universal como instituição, o que poderia levantar os evangélicos contra o candidato do PMDB. O alerta foi ouvido e o tom da campanha, modificado. Na última semana, Malafaia gravou depoimento para Pezão em que ataca o candidato do PRB.

Estilos distintos e “projeto de poder”

A disputa entre os grupos religiosos evangélicos explicita ainda estilos distintos de atuação religiosa e política. Fundada no Brasil em 1910, a Assembleia de Deus caracteriza-se pelos templos numerosos e despojados, espalhados pelo país, frequentemente em casas simples em comunidades pobres e favelas. A Universal, criada em 1977, opta por grandes e faustosos templos em áreas centrais das cidades. Exemplos disso são a Catedral Universal da Fé, com 72 mil metros quadrados e capacidade para 14 mil fiéis, no Rio de Janeiro, e o Templo de Salomão, recentemente inaugurado em São Paulo, ao custo de R$ 680 milhões, com capacidade para 10 mil pessoas sentadas.

Na estrutura de poder, a Universal tem comando centralizado, na figura de Edir Macedo. A Assembleia de Deus é descentralizada, com grupos autônomos em cada estado. Enquanto os políticos eleitos pela Universal respondem a um comando único, os da Assembleia de Deus representam várias lideranças evangélicas pelo país. Abner e Malafaia atribuem isso ao que chamam de “projeto de poder” da Universal, concentrada também em eleger representantes para cargos majoritários. “Em 1995, Macedo me chamou para almoçar em sua casa na Barra da Tijuca, uma conversa de três horas, e me disse pessoalmente: ‘Quero fazer um presidente da República. Ainda não tenho a pessoa, o homem.’ E me convidou para ser candidato a deputado federal. Nunca quis, não vou ser candidato a nada”, disse Malafaia. Por meio de sua assessoria de imprensa, a Universal afirma que “não tem plano de poder, e sim plano de evangelização”. “Até entre os 12 apóstolos houve dissidência. É do caráter humano. O importante é procurar fazer o bem sem olhar a quem — histórico que a Universal e Crivella têm de sobra”, afirma a igreja, no texto.

Na última década, a Universal perdeu espaço no campo político. Na legislatura 2004-2007, a igreja tinha oito deputados estaduais na Assembleia Legislativa e cinco federais pelo Rio. Na época, seu líder político era o ex-deputado federal Bispo Rodrigues, considerado um articulador hábil. Ele foi expulso da igreja por envolvimento em diferentes escândalos – foi condenado a seis anos e três meses de prisão por envolvimento no Mensalão e cumpre prisão domiciliar desde setembro. Este ano, a Universal elegeu dois deputados estaduais no Rio e dois federais. A Assembleia de Deus conquistou três vagas federais e cinco estaduais no Rio.

Fonte: Site da revista Época

TRE-RJ encontra material de campanha em Universal e lacra a igreja

Fiscais do tribunal apreenderam material de campanha e listagens com números de títulos de eleitor.

Um prédio da Iurd (Igreja Universal do Reino de Deus em Duque de Caxias), na Baixada Fluminense, foi lacrado por fiscais do TRE-RJ (Tribunal Regional Eleitoral do Rio de Janeiro) na manhã deste sábado (25). Segundo oTRE-RJ, foram apreendidos material de campanha e listagens com números de títulos de eleitor.

Fiscais do TRE foram até ao local depois de receber uma denúncia anônima. O Rio foi um dos Estados com o maior número de ocorrências de irregularidades no primeiro turno das eleições. No total, a Procuradoria Regional Eleitoral --órgão vinculado ao Ministério Público Federal-- enviou 16 processos para a Justiça propondo cassação de registro e inelegibilidade, além de 325 ações por propaganda ilegal.

Além das propostas de governo, o tema religião foi um dos mais presentes na campanha eleitoral no Estado. O governador e candidato à reeleição Luiz Fernando Pezão (PMDB) passou a explorar a questão assim que o senador Marcelo Crivella (PRB), bispo licenciado da Iurd e sobrinho de Edir Macedo, líder da Universal, garantiu vaga no segundo turno da disputa.

No último debate antes das eleições, realizado pela rede Globo na quinta-feira (23), Pezão acusou Crivella de ser "testa de ferro" de Macedo. "Você representa a Igreja Universal do bispo Macedo. É um perigo para o Estado", declarou o peemedebista.

O senador, por sua vez, disse que o atual governador estava "tentando fazer uma guerra entre religiões" e "pregando o ódio". "Não tem que discutir Edir Macedo porque você esteve lá no Templo (de Salomão) puxando saco e elogiando", afirmou Crivella, referindo-se à ida de Pezão, em julho, ao evento de inauguração do templo da Iurd, em São Paulo.

Na quinta, pesquisas divulgadas pelos institutos Ibope e Datafolha apontaram que Pezão tem 55% dos votos válidos enquanto Crivella tem 45%. No primeiro turno, o atual governador obteve 40,57% dos votos válidos, e Crivella, 20,26%.

Fonte: UOL

Juiz anula eleição de chapa única de conselho estadual da igreja quadrangular

Para o juiz a eleição do presidênte do Conselho Estadual de São Paulo da Igreja do Evangelho Quadrangular desrespeitou o estatuto da entidade.

Por entender que a eleição de Rocco Digilio Filho para a presidência do Conselho Estadual de São Paulo da Igreja do Evangelho Quadrangular não respeitou o estatuto da entidade, o juiz Marcos Roberto de Souza Bernichi, da 5ª Vara Cível de São Paulo, anulou o pleito.

“O procedimento é de todo irregular e contrário ao disposto no estatuto que regula a pessoa jurídica, que dispões em seu artigo 135, de forma expressa que a votação deve ser secreta, ou seja, vedada em absoluto a aclamação”, afirmou o juiz.

A decisão atende a um pedido feito por uma integrante da igreja, que foi representada pelos advogados Luiz Eduardo de Almeida Santos Kuntz e Bruno Sales Biscuola, do escritório Kuntz Advocacia e Consultoria Jurídica. Candidato único, Rocco Filho foi eleito por aclamação no último dia 27 de agosto. A eleição, que estava prevista para começar às 10h30 e terminar às 19h, foi encerrada às 11h. Ao estranhar o horário que foi encerrado o pleito, a integrante da igreja descobriu que a eleição aconteceu sem que houvesse votos. Houve apenas aclamação, contrariando o estatuto da igreja.

Ao analisar o pedido, o juiz confirmou a versão da autora. O próprio réu assumiu que a existência de candidato único levou à proposta de que fosse dada a vitória ao réu por aclamação. Para o juiz, isso não poderia ter acontecido. “Ainda que o resultado fose previsível, não poderia a convenção estadual deliberar de forma contrária ao estatuto”, registrou.

O juiz relatou que, além do estatuto, a eleição contrariou a circular que convocava os eleitores, “já que a eleição deveria ter curso das 10:30 horas até as 19:00 horas, não podendo ser interompida”. Por considerar insanável o vício formal, o juiz determinou a anulação do pleito e a intervenção do órgão nacional.

Com isso, o Conselho Nacional da Igreja do Evangelho Quadrangular, presidido pelo ex-deputado Mario de Oliveira, deve agora nomear um interventor e oportunamente designar novas eleições para o Conselho Estadual de São Paulo.

Fonte: Consultor Jurídico

Zorra Total exibe sátira a igrejas evangélicas e causa revolta

Open in new windowEm quadro do Zorra Total personagens fingem serem líderes evangélicos e abrem uma igreja a fim de lucrar com dízimos e ofertas.

O programa humorístico Zorra Total causou grande polêmica essa semana pela exibição de um quadro onde personagens fingem serem líderes evangélicos e abrem uma igreja a fim de lucrar com dízimos e ofertas, e terminam desmascarados.

A igreja fictícia, chamada de “Admilsista do Sétimo Dígito”, tem no nome uma alusão à Igreja Adventista do Sétimo Dia, mas nas características termina por se assemelhar com a linha adotada por denominações neopentecostais, como Universal do Reino de Deus, do bispo Edir Macedo; e Mundial do Poder de Deus, do apóstolo Valdemiro Santiago.

No quadro, o personagem Admílson, interpretado pelo ator Rodrigo Sant’anna, funda a igreja na intenção de ganhar dinheiro, mas termina desmascarado, de acordo com informações do jornalista Paulo Pacheco, do site Notícias da TV.

A alusão à fé evangélica num programa de humor altamente criticado levou fiéis a protestarem de forma acintosa contra a TV Globo. “O Zorra Total é um programa tão imbecil que seus quadros só raramente causam alguma repercussão, e mesmo quando o fazem é por causa de polêmicas que rebaixam ainda mais a ‘reputação’ que o programa tem”, opinou o pastor adventista Gilberto Theiss.

Já o mestre em Teologia Michelson Borges publicou artigo em que condena o uso de termos sacros da religião em um programa de zombaria: “Usaram dezenas de vezes as palavras ‘aleluia’ e ‘glória’, em meio ao puro deboche, pronunciadas por personagens ridículos”, criticou.

O Twitter foi usado pelos internautas para repudiar o quadro, que foi entendido como ofensa aos evangélicos: “Rede Globo, sabemos que vocês não precisam apelar para o ‘humor’. O que passou ontem no Zorra Total, foi uma ofensa para milhões”, disparou o usuário Nathan Lins.

“Lamentável, Globo, brincar com o nome da Igreja Adventista do Sétimo Dia, fazendo uma paródia absurda em seu programa (lixo) Zorra Total”, afirmou Julio Ribeiro.

A emissora se posicionou sobre o assunto através de nota e afirmou que o quadro é ficcional e não é motivado por preconceito contra as igrejas evangélicas: “Zorra Total é um programa humorístico, que não tem outro objetivo senão o de entreter e divertir, sem compromisso com a realidade, como registramos ao final de cada episódio. A Globo respeita a diversidade e repudia qualquer preconceito. O Admílson é claramente um personagem cômico que se coloca em variadas situações, tendo sempre o humor como pano de fundo”.

Fonte: Gospel +

Feliciano denuncia ideologia comunista do Partido dos Trabalhadores

Eleito com 398.087 votos, o terceiro deputado mais votado em São Paulo e o quarto no país, o deputado federal, Pastor Marco Feliciano (PSC/SP), criticou a ideologia do Partido dos Trabalhadores durante evento na última quarta-feira (22) no Ministério Flordelis, no Rio de Janeiro.
Feliciano lamentou que os evangélicos tenham esquecido que em 2013 ele foi perseguido por ter expressado opinião contra a prática homossexual. “Eu fico ruborizado em saber que nosso povo tem memória tão curta”, lamentou o parlamentar.
“As minhas duas filhas pequenas tiveram de ter tratamento psicológico por 6 meses porque ativistas mantidos pelo governo iam na porta da minha casa, na porta das igrejas e tiravam a roupa e esfregavam o órgão genital no vidro do carro”, continuou.
O parlamentar relembrou que o Partido dos Trabalhadores tem ideologia de esquerda, comunista e simpatiza com as teorias de Karl Marx, forte opositor a tradição judaico-cristã. A candidata à reeleição, Dilma Rousseff, deu aulas de marxismo durante sua participação em duas organizações clandestinas que defendiam e praticavam a luta armada.
O deputado se mostra preocupado com o uso de programas sociais como forma de totalitarismo, a fim de manter o Partido dos Trabalhadores no poder a qualquer preço. Foi enfático ao afirmar que o Bolsa Família tem sido usado como moeda de troca para manter Dilma no poder.
O parlamentar lamentou o fato de alguns cristãos ainda estarem em dúvidas sobre em quem votar, pois acredita que este seja um momento de mudança e voltou a citar outros projetos do governo que prejudicam a igreja, como é o caso do pedido que veta a evangelização de usuários de drogas nos centros de reabilitação mantido por igrejas.
O parlamentar destacou ainda a péssima situação das instituições públicas e denunciou a falência da segurança, do Exército Brasileiro e até mesmo das igrejas. Para o líder evangélico a imprensa tem sido usada para denegrir a cultural judaico-cristã.
Feliciano concluiu sua fala pedindo para os fiéis votarem no candidato do PSDB, Aécio Neves, para que haja alternância de poder.
Assista:

GP

Mulher de 26 anos é enforcada no Irã por matar estuprador


Mês passado as autoridades iranianas intermediaram sem sucesso a tentativa de conseguir o perdão da família do falecido




Reyhaneh Jabbari foi enforcada neste sábado por ter matado homem que a estuprou quando tinha apenas 19 anos
Foto: Twitter
 
As autoridades judiciais do Irã enforcaram na madrugada desde sábado Reyhaneh Jabbari, a jovem de 26 anos condenada à morte por matar o homem que a estuprou, confirmou à Agência EFE sua mãe, a atriz iraniana Shole Pakravan.
"Enforcaram minha filha, enforcaram minha filha", dizia entre soluços.
No final de setembro, a jovem, presa desde 2006, quando tinha 19 anos, foi transferida do centro penitenciário, onde cumpria pena, para a prisão de Rajaishahr, perto de Teerã, onde se realizam execuções.

Página do Facebook fez homenagem à jovem que foi enforcada nesta manhã: "descanse em paz"
Foto: Facebook / Reprodução
Então, foram reativadas as campanhas e os pedidos internacionais para evitar o enforcamento, que foi suspenso temporariamente.
Organizações defensoras dos direitos humanos, como Anistia Internacional e Human Rights Watch, pediram o cancelamento da sentença por considerar que o julgamento de Jabbari não contou com as garantias necessárias.
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A União Europeia também pediu que as autoridades iranianas revogassem a decisão judicial e realizem um novo processo.

Página defendia a mulher e pedia assinaturas no Avaaz
Foto: Facebook / Reprodução
Mais de 240 mil pessoas assinaram um abaixo-assinado no Avaaz para pedir a suspensão da execução alegando que a jovem "atuou em defesa própria". No Facebook há diversas campanhas para apoiar sua causa, com páginas intituladas "Eu sou Reyhaneh Jabbari" e "Salvemos a Reyhaneh Jabbari da execução no Irã".
O relator especial da ONU para os direitos humanos no Irã, Ahmed Shaheed, também pediu que a execução fosse cancelada e um novo julgamento realizado, por entender que parte da acusação se baseou em uma confissão foi obtida sob tortura.
Mês passado as autoridades iranianas intermediaram sem sucesso a tentativa de conseguir o perdão da família do falecido, que se negou a exercer esse direito, dado pela lei de guesas (lei islâmica de "olho por olho", que exige o pagamento de sangue com sangue) que impera no Irã.
"Quero que o direito do sangue de meu pai seja cobrado o mais rápido possível", declarou à Agência Efe há duas semanas Jalal Sarvandí, filho da vítima.
Segundo a versão da condenada, o médico a contratou para ajudá-la a decorar seu escritório e a levou a um edifício onde a estuprou, e ela se defendeu com uma pequena faca com e o feriu no ombro, mas não o matou.

TERRA.COM.BR

JACO - ISRAEL

De todos os relatos da Torá, este é um dos mais envoltos em mistério. Conta-nos a história da luta entre um ser humano e um anjo e a da ...