segunda-feira, 14 de outubro de 2013

Novo debate sobre as leis de blasfêmia no Paquistão




Novo debate sobre as leis de blasfêmia no Paquistão "Há várias brechas que precisam ser corrigidas para que inocentes não sejam vitimizados e a lei não seja abusiva", disse Shireen Mazari, um membro do Parlamento no comando do partido Pakistan Tehreek-e-Insaf (Movimento Paquistanês para Justiça), ou PTI.
Pouco antes dos atentados que mataram pelo menos 89 membros de uma igreja anglicana, o Conselho de Ideologia Islâmica, um órgão oficial que preserva a Assembleia Nacional do Paquistão de leis que ofendam o Islã, parecia concordar com Mazari. 
"Todos os estudiosos religiosos concordaram em pôr fim ao uso indevido de leis sobre blasfêmia", disse o membro do conselho Allama Tahir Ashrafi, em 19 de setembro. O conselho, aparentemente, mudou de ideia dias depois, em 23 de setembro, quando o seu presidente, Maulana Sherani, declarou que não havia necessidade de se alterar a lei. "O Código Penal do Paquistão já possui seções que preveem sentenças àqueles que abusam de qualquer lei", disse. 
14º colocado na Classificação de países por perseguição, o Paquistão, por meio de sua Constituição, estabelece o islamismo como a religião do Estado. Apesar de declarar que minorias religiosas devem ter condições para professar e praticar sua religião em segurança, o governo limita a liberdade religiosa. Uma forma de restrição é, justamente, a lei de blasfêmia paquistanesa; que sentencia à morte quem deprecia o Islã ou seus profetas; à prisão perpétua quem deprecia, danifica ou profana o Alcorão; e a dez anos de prisão quem insulta os sentimentos religiosos de outra pessoa. Saiba mais sobre a perseguição religiosa no Paquistão. 
Fonte: Portas Abertas

Cristãos no Laos são ameaçados por não negar fé


Durante um encontro na vila, em 21 de setembro, autoridades do vilarejo Huay, no distrito de Atsaphangthong, no Laos, determinaram que os convertidos ao cristianismo deveriam negar sua crença ou enfrentar a expulsão. Autoridades acusaram os cristãos de conduzir cultos coletivos em suas casas. Os cristãos têm rejeitado a ordem, afirmando que o direito deles à liberdade de religião ou crença é garantido pela Constituição do Laos.

Cristãos no Laos são ameaçados por não negar fé No mês passado, um grupo de 50 cristãos, no distrito de Borikan (também conhecido como Bolikanh), província de Bolikhamsai, recebeu um ultimato parecido. A HRWLRF relata que autoridades oficiais da vila Nongdaeng convocaram representantes de 11 famílias para um encontro oficial, no qual as autoridades ordenaram que eles se reconvertessem à sua "crença tradicional" (o animismo*). As autoridades da vila acusaram as famílias de acreditar na religião de uma "força ocidental estrangeira", destrutiva para a nação do Laos.
Informações recebidas pela Christian Solidarity Worldwide (CSW) indicam que esta é uma acusação comum aos cristãos. A eles foram dados três dias para respeitar a ordem, mas os mesmos recusaram, insistindo que a Constituição protege seu direito à liberdade de religião ou crença.
*Animismo: manifestação religiosa imanente a todos os elementos do Cosmos (sol, lua, estrelas), a todos os elementos da natureza (rio, oceano, montanha, floresta, rocha), a todos os seres vivos (animais, fungos, vegetais) e a todos os fenômenos naturais (chuva, vento, dia, noite).
Fonte: Portas Abertas

SE DEUS NÃO EXISTE , PORQUE OS ATEUS FALAM TANDO NELE ? Entidade ateísta quer a proibição de orações antes de eventos esportivos em escolas públicas

A ofensiva de entidades ateístas contra a liberdade de crença e culto em locais públicos chegou agora ao esporte no estado norte-americano do Tennessee.

A União Americana pelas Liberdades Civis (ACLU) do Tennessee publicou manifesto e enviou um pedido a 135 diretores de escolas do Ensino Médio do estado para que proíbam orações antes dos jogos de seus times de futebol americano.

Segundo a entidade, tais gestos religiosos contrariam a determinação da Primeira Emenda da Constituição norte-americana, que proíbe a apologia a religião em instituições públicas. “Nossa experiência observa que muitos administradores de escolas públicas e educadores têm dificuldade em lidar com como as garantias constitucionais de liberdade religiosa se aplicam à oração durante seus eventos patrocinados pela escola”, declarou Hedy Weinberg, diretor-executivo da ACLU, segundo informações do Christian Post.

Hedy Weinberg afirmou ainda que durante as orações proferidas em campeonatos escolares anteriores houveram situações que motivaram a entidade a buscar a proibição das manifestações religiosas: “Nosso objetivo é ter certeza de que os sistemas de ensino estadual entendem essas garantias da Primeira Emenda e se comprometem a proteger a liberdade religiosa para todos os alunos, incluindo os atletas, e para as suas famílias que frequentam os jogos”.

O diretor da ACLU afirmou ainda que a medida não tem caráter judicial, mas é um aviso de que a entidade está disposta a buscar a proibição na Justiça.

A reação à iniciativa da ACLU foi tomada pela Alliance Defending Freedom (Aliança em Defesa da Liberdade), um grupo formado por cristãos, que entendem que o pedido feito pelos ateus é uma interpretação da lei que fere a liberdade de expressão dos demais. “Os alunos que expressam sua fé antes, durante ou após o dia na escola estão exercendo suas liberdades constitucionais. Grupos ateus estão tentando amedrontar as escolas ao fazer acreditar no contrário”, afirmou Rory Gray, advogado de defesa da Alliance.

Fonte: Gospel+

Malásia proíbe uso da palavra 'Alá' por não-muçulmanos

A decisão rejeita reclamações feitas por cristãos de que a restrição viola os seus direitos religiosos.

Um tribunal de recursos da Malásia manteve uma proibição feita pelo governo contra o uso da palavra "Alá" em referência a Deus por religiões não-muçulmanas. A decisão rejeita reclamações feitas por cristãos de que a restrição viola os seus direitos religiosos. A Malásia é um país de maioria muçulmana.

"Alá" é a palavra árabe para Deus e é comumente usada na língua malaia para se referir a Deus. Mas o governo malaio insiste que "Alá" deve ser reservado exclusivamente para os muçulmanos por causa de preocupações com sua utilização por outras pessoas que confundem os muçulmanos, o que poderia ser usado para convertê-los.

As minorias cristãs, budistas e hindus da Malásia, muitas vezes, se queixaram de que o governo infringe seu direito constitucional de praticar a religião livremente. Contudo, as autoridades negam estas acusações.

O julgamento do Tribunal de Apelações nesta segunda-feira anula uma decisão feita por um tribunal instância mais baixa quase quatro anos atrás. Inicialmente, fora decidido contra a proibição do governo.

A disputa legal foi desencadeada por esforços feitos pelo jornal da Igreja Católica Romana na Malásia para usar "Alá" em seu semanário em língua malaia.

Representantes católicos negam que há tentativas de converter os muçulmanos e dizem que a proibição do governo não é sensata porque os cristãos que falam a língua malaia haviam usado por muito tempo "Alá" em suas Bíblias, na literatura e músicas antes da proibição das autoridades nos últimos anos.

O juiz Mohamed Ali Apandi, que liderou um painel de três membros do tribunal de apelações, disse que o uso de "Alá" não era parte "integrante da fé e prática do cristianismo".

"É nosso julgamento que não há violação de quaisquer direitos constitucionais" na proibição, disse ele. "Nós não pudemos encontrar nenhuma razão para que o (jornal católico) seja tão inflexível a usar a palavra ''Alá'' em seu semanário. Tal uso, se for permitido, irá inevitavelmente causar confusão dentro da comunidade".

O reverendo Lawrence Andrew, editor do jornal católico, The Herald, disse que planeja entrar com um recurso contra o veredicto desta segunda-feira no Tribunal Federal da Malásia, a instância mais alta da nação.

"Estamos muito desapontados e desanimados", disse ele. "Isso é irreal. É um retrocesso no desenvolvimento do direito em relação à liberdade fundamental de minorias religiosas".

Fonte: Associated Press via Estadão

CRISE NOS ESTADO UNIDOS - Democratas exigem menos cortes automáticos de gastos

A falta de acordo entre os líderes do Senado dos EUA persistiu no domingo e acabou ampliando o impasse entre democratas e republicanos ao reabrir o controverso debate sobre os cortes automáticos de gastos. Enquanto buscam um meio de encerrar a paralisação parcial do governo e evitar uma crise de dívida, os senadores democratas deixaram claro que uma de suas maiores prioridades é diminuir a próxima rodada de cortes automáticos nos gastos, prevista para o próximo ano.
Muitos republicanos, incluindo o líder da minoria republicana no Senado, Mitch McConnell, se opõem a uma redução dos cortes automáticos. Isso criou uma divergência aparentemente mais intensa do que a que provocou o fim das conversas entre os deputados republicanos e o presidente Barack Obama.
O impasse cresce ao mesmo tempo que se aproxima o prazo final para o Congresso dos EUA elevar o limite de endividamento do país. O Departamento do Tesouro afirmou que na quinta-feira, dia 17, ficará com apenas US$ 30 bilhões em caixa para pagar os títulos de dívida do governo - recursos que podem acabar em uma semana ou duas.
As negociações mostram que os senadores democratas estão agindo agressivamente para exigir suas prioridades em um pacto que deve ser apresentado para a Câmara - dominada pelos republicanos - em um momento em que rejeitá-lo colocaria o país mais perto de um calote na dívida. Os senadores democratas foram fortalecidos pelo recuo, pelo menos por enquanto, dos deputados republicanos mais conservadores, que abriram mão de quase todas as suas demandas e, mesmo assim, tiveram sua proposta rejeitada por Obama no final de semana.
Agora que as negociações se concentraram no Senado, a batalha fiscal pela primeira vez em várias semanas está focada no Orçamento em si, e não em questões como a exigência dos republicanos por um adiamento ou uma alteração na reforma da lei da saúde, conhecida como Obamacare. No entanto, o foco nos gastos levou os dois partidos novamente a um impasse que os dividiu por meses: o fechamento de um acordo amplo para redução do déficit que substitua os cortes automáticos de gastos já programados.
McConnell e o líder da maioria no Senado, o democrata Harry Reid, conversaram por telefone no domingo, segundo fontes, depois de terem se reunido no sábado para uma negociação frente a frente pela primeira vez desde que a paralisação parcial do governo começou, em 1º de outubro. Reid se mostrou otimista após a conversa, mas não deu indicações de um acordo. Fonte: Dow Jones Newswires. 


YAHOO

Pastor José Wellington é reeleito presidente da CONFRADESP


Os pastores filiados a Convenção Fraternal das Assembleias de Deus no Estado de São Paulo (CONFRADESP) votaram nesta terça-feira (8) na 40ª Assembleia Geral Ordinária e reelegeram o pastor José Wellington Bezerra da Costa como presidente do ministério.
No mesmo dia os milhares de pastores do ministério Belém votaram nos outros cargos da diretoria e ficou decido que  pastor José Wellington Costa Junior será o 1º vice-presidente, o pastor José Prado Veiga será o 2º vice-presidente, o pastor Antônio Munhóz como 3º vice-presidente.
As eleições também foram feitas para escolherem os pastores que cuidarão da secretaria e o resultado foi: pastor Paulo Roberto Freire da Costa será o 1º secretário, o pastor Alberto Resende de Oliveira o 2º secretário e  o pastor Sisaque da Silva Valadares como 3º secretário.
Pastor José Wellington é reeleito presidente da CONFRADESP
Os integrantes da CONFRADESP escolheram ainda os cargos de 1º e 2º tesoureiro que serão os pastores Emanuel Barbosa Martins, pastor Lélis Washington Marinhos foi eleito 2º. Por último ficou definido os Conselho Fiscal a ser composto pelos pastores Domingos Ferreira; Elias Evangelista; Jayme Sacramento; Nilton Carvalho e A. A. Américo.
A AGO aconteceu na sede da Assembleia de Deus Ministério Belém que está localizada no Belenzinho, em São Paulo, onde mais de três mil homens participaram da reunião. Os eleitos ocuparão seus cargos pelo período de 4 anos.



GP

Marcha para Jesus de Goiânia deve reunir 200 mil pessoas




Acontece neste sábado a edição de 2013 da Marcha para Jesus de Goiânia. A expectativa dos organizadores é que o evento atraia cerca de 200 mil pessoas.
Marcha para Jesus de Goiânia deve reunir 200 mil pessoasO evento vai começar às 14h saindo da Praça do Avião e os fiéis acompanharão os trios elétricos até a Praça Cívica, onde será realizada uma grande concentração com diversas bandas evangélicas.
Entre os grupos confirmados temos os cantores Thalles Roberto, pastor Antônio Cirilo, Leo Brandão, Lauriete, Ministério Pedras Vidas, Renascer Praise, Leo Fonseca, Discopraise e outros.
Muitos líderes religiosos de outras regiões do país também marcarão presença, entre eles o pastor Silas Malafaia, o apóstolo Estevam Hernandes, o apóstolo César Augusto, apóstolo Sinomar, Pastor Herman Theml, Reverendo João Antonio, Pastor Josué Gouveia, Pastor Jorge Branco,  Pastor Gentil R. Oliveira, Apóstolo Antonio Lisboa, Bispa Rúbia de Souza, Pastor Abigail Carlos e Pastor Oides José.
A Marcha para Jesus de Goiânia tem apoio das principais igrejas evangélicas de Goiás, anualmente o evento consegue atrair milhares de cristãos que saem pelas ruas declaram sua fé, orando pela cidade e declarando que o Brasil é do Senhor Jesus.


Serviço
Evento: Marcha para Jesus
Data: 12/10/13, com saída da Praça do Avião, às 14h, e concentração na Praça Cívica, às 16h
Contato: (62) 3241-2441
Site: www.marchaparajesusgoiania.com.br
Facebook: www.facebook.com/MarchaparaJesusGoiania
Apoio: Igrejas Evangélicas de Goiás
Entrada: franca

Igreja Católica brasileira enfrenta o crescimento evangélico e o desgaste de tradições


Open in new windowPara o presidente da Convenção Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB), cardeal Raymundo Damasceno (foto), o crescimento dos evangélicos impulsionou um despertar da Igreja Católica.

O Brasil que acaba de receber o papa Francisco e uma multidão de católicos que acorreram de várias partes do mundo para a Jornada Mundial da Juventude, realizada no fim do mês passado no Rio de Janeiro, já é um país bem diferente daquele que outro líder católico, João Paulo II, visitou em 1980. Neste curto intervalo histórico de três décadas, a maior nação em número de fiéis declarados da Igreja Romana teve seu perfil religioso significativamente alterado. Agora, na segunda década do século 21, já é muito comum encontrar gente como o analista de suporte técnico José Thadeu Hoffman, mineiro de 33 anos.

Mesmo oriundo de uma linhagem com forte tradição religiosa – seu avô foi curador de templos católicos; o pai, catequista, e duas tias tornaram-se freiras –, hoje ele é evangélico. Do passado, ele se lembra com carinho das missas que frequentava "com a melhor roupa" e das vezes em que, menino, atuou como coroinha, auxiliando o vigário nas celebrações. E só. "Percebi que muita coisa que vi e aprendi ali não tem qualquer base bíblica. Encontrei a verdade da Palavra de Deus", afirma ele, que já foi devoto de São José e pensou seriamente em virar padre.

"Um dia, ouvi uma mensagem evangélica sobre o engano da adoração aos santos e de Maria como mãe de Deus", conta. "Hoje, respeito a fé dos católicos, mas não a compartilho. Encontrei em Jesus, e somente nele, o caminho da salvação". Desde então, José Hoffman frequenta o Ministério Cristo, Luz do Mundo, igreja pentecostal localizada na região metropolitana de Belo Horizonte.

Experiências como a dele explicam, em grande parte, um fenômeno religioso recente e sem paralelo na história do país: o declínio numérico do catolicismo, que ocorre simultaneamente ao avanço das igrejas evangélicas. No intervalo de uma geração, a Igreja Católica Apostólica Romana encolheu quase 25 pontos percentuais. Já os evangélicos avançaram mais de sessenta por cento em apenas dez anos. Por isso mesmo, o Vaticano vem adotando várias medidas para fortalecer sua fé entre os brasileiros nos últimos anos. A visita de Jorge Mario Bergoglio ao país foi a primeira viagem oficial de seu pontificado – e a quinta presença papal no país. Nove bispos brasileiros tornaram-se cardeais e religiosos que nasceram ou viveram no país foram canonizados: o padre José de Anchieta, considerado beato desde 1980; madre Paulina, a primeira santa brasileira, sagrada em 2002; e frei Antônio de Sant'Ana Galvão, santificado em 2007 pelo papa Bento XVI.

É impossível mensurar os resultados, a curto e médio prazos, da passagem de Francisco pelo país. Convém lembrar que outro episódio do gênero com grande repercussão nacional, a participação de João Paulo II no Encontro Mundial com as Famílias – realizado em 1997, também no Rio –, não alterou a tendência de encolhimento. Naquela época, o processo de evasão era ainda mais acelerado, com a estimativa de 600 mil fiéis católicos batizados deixando a Igreja a cada ano. Mas a passagem do simpático Bergoglio pela Terra brasilis foi avaliada como altamente positiva: "Ele gerou muita esperança na Igreja Católica. Mas é difícil quantificar essa mudança no aumento do número de fiéis", sintetiza o cardeal Raymundo Damasceno, presidente da Convenção Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB) e arcebispo de Aparecida, cidade paulista que abriga o maior santuário católico do país. Em entrevista à Agência France Presse, o religioso confirmou que o crescimento dos evangélicos impulsionou um despertar da Igreja Católica. "Talvez nós tenhamos nos acomodado, e pode ser que o crescimento do movimento neopentecostal tenha nos feito acordar para a nossa verdadeira missão".

Há outra situação, esta apontada pelo padre Pedro Gomes, professor da Universidade do Vale do Rio Sinos, no Rio Grande do Sul. "Os católicos brasileiros, ultimamente, estavam com a autoestima baixa, em muito por causa dos grandes escândalos". Embora os ruidosos casos de pedofilia no clero e desvio de recursos tenham ocorrido no exterior – como a recente descoberta de um esquema milionário de lavagem de dinheiro no Banco do Vaticano –, é evidente que repercutiram e causaram descrédito à Igreja também por aqui.

IDENTIDADE SOCIAL

Consolidada no país, a fé católica é mais do que apenas uma tradição religiosa. Ela influenciou a cultura, interferiu na política, inspirou leis e estabeleceu a ética ao longo de centenas de anos. Nos séculos 16 e 17, enquanto a Reforma Protestante promovia profundas transformações religiosas na Europa, o país viu nascerem em seu território duas colônias reformadas, a França Antártica e a Nova Holanda, surgidas a partir das invasões militares, respectivamente, de franceses e holandeses. Duramente combatidas com apoio da Igreja, então na linha de frente da temida Inquisição, as duas iniciativas duraram pouco. Embora já não seja a religião do Estado há 122 anos, desde a primeira Constituição republicana, o catolicismo jamais abriu mão de seu caráter "oficial". "É muito difícil, para um católico, admitir a legitimidade espiritual de outras igrejas cristãs", observa o pastor batista Paulo Roberto Inácio, que além de exercer o ministério como pregador leciona História na rede particular de ensino em Campinas (SP). "Desde cedo, no catecismo, ele aprende que, fora da Santa Igreja Católica Apostólica Romana e de seus dogmas e ritos, não há salvação". Para Inácio, a mudança do cenário religioso no Brasil é, na maioria das vezes, ignorada pela liderança católica. "Bispos e cardeais agem de maneira monolítica, como se as demais correntes cristãs no país não passassem de grupos sectários. É uma mentalidade de quem se acostumou a pensar em termos de exclusividade."

"Em uma sociedade que era católica por pressão social, é natural que, com o aumento do pluralismo e da liberdade cultural e religiosa, haja a diminuição do número da igreja hegemônica", raciocina o teólogo Jung Mo Sung, diretor da Faculdade de Humanidades e Direito da Universidade Metodista de São Paulo. "Isso aconteceu também em países de maioria protestante, como os da Europa ocidental, que viram o número de seus fiéis diminuírem drasticamente", compara. Ele lembra que a relação entre católicos e evangélicos, no Brasil, já enfrentou momentos difíceis, sobretudo na primeira República. "Havia intolerância e um comportamento hegemônico por parte dos católicos, fortalecidos por um panorama político amplamente favorável à manutenção daquele status quo". Com o tempo, prossegue, isso foi mudando – "E um dos aspectos mais importantes desse processo foi o crescimento do segmento evangélico e a conquista de visibilidade midiática, comportamental e econômica pelos crentes".

Para ele, embora o declínio percentual do catolicismo tenha sido mais acentuado nos papados de Karol Wojtyla e Joseph Ratzinger, o fenômeno não pode ser atribuído à maneira como eles conduziram a Igreja. "Em termos sociológicos, há também um aspecto importante", destaca. "Hoje em dia, o pertencimento a determinada igreja não é o fator fundamental da identidade social. Isto é, no passado, a maioria identificava ser brasileiro com ser católico e acabava se opondo ao surgimento de novas igrejas cristãs. Hoje em dia, a denominação da igreja não tem mais esse papel tão importante na identidade social."

COMPETITIVIDADE

"A recente eleição do papa Francisco, por seu perfil de sacerdote franciscano e teólogo latino-americano que possui sensibilidade em relação aos pobres, e sua prática histórica de aproximação dialética com as igrejas protestantes, gerou inequívoco clima geral de otimismo no que tange às possibilidades de diálogo e aproximação". A análise é do pastor metodista Luís Wesley de Souza, com pós-doutorado em Teologia Prática e Práxis Religiosa e mestre em Missiologia. Considerado amigo dos protestantes em seu país, o pontífice tem bom trânsito entre lideranças evangélicas portenhas e, no tempo em que era arcebispo de Buenos Aires, costumava participar de eventos comuns, inclusive reuniões de oração e estudos bíblicos. Bergoglio também já esteve em encontros do Movimento Lausanne na Europa, junto com líderes evangélicos e reformados.

Por tudo isso, Wesley pensa que Francisco representa certo "desejo maniqueísta" do cristão protestante. "É como se dissessem: 'Ele parece mais simpático, mais próximo e mais parecido com a gente'" – embora, no nível popular, pondera, não fica clara a projeção desse otimismo. "Entre lideranças eclesiásticas, há maior intencionalidade no que tange a procurar caminhos de cooperação. De qualquer forma, hoje a palavra de ordem é 'reconciliação', que se repete tanto em congressos protestantes como em católicos. Discussões ecumênicas são uma constante e se firmam na esperança de se ter sinais mais concretos de uma desejada reconciliação, não necessariamente doutrinária. Tais diálogos ecumênicos ganham certa medida de efetividade, embora sem garantia de sucesso de longo prazo". Para o pastor, as conversações ainda prometem ser longas, difíceis e sem garantias de sucesso – "O que não pode ser usado como justificativa para a desistência", pondera.

Vivendo e trabalhando nos Estados Unidos, onde leciona na Emory University, em Atlanta, Luis Wesley explica que, lá, o relacionamento entre os dois grupos religiosos é diferente daquele observado por aqui. "O fator maioria-minoria, nos EUA, é o oposto do que ocorre no Brasil, onde a dinâmica relacional ganha claras nuances de tensão que acabam por se traduzir em rejeição e alta competitividade". Ele lembra as histórias relativamente recentes de perseguição religiosa aos protestantes no Brasil, o controle religioso do Estado e da sociedade, o preconceito e, sobretudo, as diferenças doutrinárias e de simbolismo. "Entre os brasileiros, no nível mais popular, quando protestantes e católicos pensam uns nos outros, ainda se projetam como rivais religiosos. Porém, essa relação na América do Norte, de esmagadora maioria protestante – a exemplo do que ocorre em outras partes do mundo –, é extremamente mais tolerante do que no Brasil. É, portanto, menos conflituosa e de natureza doutrinária, não política".

Porém, Wesley reconhece que muitas questões não resolvidas, como as enormes diferenças de teologia e doutrina, permanecerão como impasse – "A menos que haja um mal ou um bem muito maior que deva ser valorizado e force os dois segmentos do Cristianismo à unidade", especula. Entre os pontos de discórdia, o pastor destaca a crença católica na transubstanciação, na ressurreição corpórea de Maria, nas legiões de santos intercessores e outros, além do papado e da própria Reforma. "Por essas razões, penso que, se há qualquer futuro promissor no esforço de aproximação, este será no campo da teologia prática e da ação missionária, isto é, através da identificação de uma variedade de áreas em torno das quais se pode somar esforços comuns e agir em conjunto."

Embora a palavra "ecumenismo" costume causar arrepios nos crentes, o sociólogo e doutor em Ciências da Religião Gedeon Freire de Alencar, diretor do Instituto Cristão de Estudos Contemporâneos, destaca a existência da Comissão de Diálogo Católico-Pentecostal, promovida pelo Vaticano: "O organismo tem até a presença de pastores da Assembleia de Deus americanos, mas isso é desconhecido no Brasil". Segundo ele, também na América Latina ocorrem diálogos ecumênicos envolvendo líderes pentecostais e clérigos católicos. "O pentecostalismo brasileiro é quase totalmente anti-ecumênico, mas isso é uma característica típica do país", destaca o estudioso, que é presbítero da Igreja Betesda.

O abismo, no Brasil, tende a se manter. "Violência é quase intrínseca à religião – às vezes de forma concreta; outras, simbólica", continua. "Outrora hegemônico, o catolicismo se sentia livre para fazer o que bem queria. Agora, outros grupos, ricos e poderosos, querem repetir o modelo". Segundo Alencar, a aproximação, quando existe no Brasil, é como um abraço de afogados. "Acuados pela pressão social e pelas demandas modernas, como direitos reprodutivos e novas formas de sexualidade, católicos e evangélicos fazem acordos táticos e somente se unem em defesa do moralismo", critica.

RENOVAÇÃO X CONSERVADORISMO

Estão, de fato, ultrapassados os tempos em que a Igreja Católica brasileira assumiu uma face marcadamente progressista – revolucionária, até. Sacerdotes como Leonardo Boff e Frei Betto tiveram papel de destaque na implantação da teologia da libertação, de caráter esquerdista, no país, e justamente no período do regime militar. Em um mundo polarizado entre capitalistas e comunistas, o papa João Paulo II, conservador de carteirinha, era inimigo declarado do socialismo. O pontífice teve papel ideológico destacado na derrocada dos regimes do Leste europeu, inclusive na sua Polônia natal. Duramente sufocada pelo Vaticano, o movimento da libertação perdeu força em toda a América Latina. Censurado por seus superiores eclesiásticos no Vaticano, como o então cardeal Ratzinger, Boff acabou desligando-se do sacerdócio.

Ao mesmo tempo, uma mudança perceptível acontecia no seio do catolicismo brasileiro. Passado o tempo das missas rezadas em latim e dos sacerdotes distantes dos fiéis, sempre enclausurados nas sacristias, outro tipo de clérigo ganhou espaço. Religiosos da nova geração deixaram a batina para usar na igreja e passaram a andar de jeans, camiseta e tênis de marca. Padres com perfil de popstar, como Zezinho, Marcelo Rossi e Jorjão, começaram a celebrar missas animadas, onde o povo participava ativamente cantando hits, levantando as mãos e acompanhando orações proferidas em meio a lágrimas. A mudança de panorama começou a se delinear a partir da eclosão da Renovação Carismática Católica (RCC), movimento nascido nos EUA e que ganhou corpo por aqui a partir dos anos 1970. Com práticas litúrgicas despojadas, forte incentivo ao envolvimento dos fiéis e linguagem atraente para o jovem, a RCC mudou a face da Igreja e já tem, hoje, cerca de 10 milhões de seguidores.

É gente como a jovem Thaynara Bianco, de 19 anos. Frequentadora assídua da igreja, ela comunga regularmente e participa dos encontrões do grupo jovem. "É uma bênção ser católico", declara a estudante de Direito, que carrega um terço na mochila, junto com o iPod onde mantém gravadas músicas de artistas como Dunga, Rosa de Saron e padre Fábio de Melo. Entre os planos para a vida, ela segue o figurino família: "Quero me formar, casar e ter meus filhos". Por enquanto, ela mora com os pais, também católicos, e enxerga a fé por um viés bastante conectado ao dia a dia. "Ser católico não nos torna diferentes de ninguém. O jovem cristão é normal, se diverte, vai à balada. Apenas carrego a minha fé comigo para onde for". Thaynara diz que é dever de todo católico levar a mensagem de amor de Cristo ao mundo. "Só assim as coisas vão melhorar. No meio dessa loucura toda, tenho encontrado na igreja uma segurança muito grande."

Uma crescente e bem montada estrutura de mídia se encarrega de levar a mensagem católica adiante. São centenas de rádios e quatro redes de TV com abrangência nacional, com destaque para a Canção Nova – instalada num complexo católico no interior de São Paulo – e Rede Vida. Antes criticada pelos setores mais tradicionais da Igreja Católica, a Renovação Carismática tem ganhado aceitação. "Pela sua própria natureza, a Igreja é plural", analisa o padre jesuíta Jesus Hortal, consultor da Comissão Pontifícia que trata do diálogo inter-religioso. "Já o Vaticano II, na sua Constituição Sacrosanctum Concilium, previa a adaptação da liturgia às idiossincrasias das diversas comunidades". Mas ele observa que isso deve ser feito de modo a englobar na unidade católica os diversos modos de expressão. "Aqueles que pretendem adotar formas novas devem estar abertos a críticas, especialmente da hierarquia, a fim de permanecerem dentro dos limites da comunhão católica. Mas, também, todos os outros devem estar preparados para acolher as legítimas inovações, sem condenações desnecessárias."

A Renovação Carismática, para o sociólogo Paul Freston, tem sido um dos catalisadores da força católica. Inglês radicado no Brasil e estudioso da conjuntura religiosa nacional, ele entende que a redescoberta da espiritualidade por esse grupo tende a robustecer a Igreja. "Passamos a ter um núcleo católico praticante de sua fé, diferente daquela maioria nominal que sempre existiu", aponta o professor colaborador da Universidade Federal de São Carlos (SP) e catedrático em Religião e Política em Contexto Global na Wilfrid Laurier University, no Canadá. "A evasão de fiéis se deu e se dá, basicamente, entre as pessoas com pouco vínculo com sua Igreja". Para Freston, mesmo essa perda numérica das últimas décadas tende a ser compensada em qualidade, neste sentido, pelo ingresso de novos fiéis, sobretudo jovens. "Ou seja, ser católico passa a ser uma questão de escolha pessoal, e não tanto mais por tradição familiar ou influência cultural."

O pesquisador não acredita que o número de evangélicos possa vir a superar o de católicos, como alardeiam muitos pastores. "A tendência, nas próximas décadas, é de haver uma acomodação. O catolicismo tem peso e tradição. O legado de centenas de anos, além do comando central – ao contrário do pulverizado movimento evangélico –, lhe conferem estabilidade". Por outro lado, assevera, regras como a do celibato sacerdotal são um empecilho ao seu futuro. "A capacidade de renovação do corpo sacerdotal esbarra nisso. Se a Igreja amanhã deixasse a questão para escolha pessoal do religioso, isso teria um efeito grande em novas vocações". Outra dificuldade, prossegue Freston, é o clericalismo – "Muita funções são exclusivas dos sacerdotes, e as instâncias decisórias, que têm poder de mudar as coisas, são conservadoras e centralizadoras. A Igreja Católica é como um enorme porta-aviões, cujas manobras são lentas e difíceis. Enquanto isso, as igrejas evangélicas têm a agilidade de carrinhos", compara.

Embora envolva seus fiéis em reuniões de oração e estudos bíblicos – práticas outrora tipicamente evangélicas –, a RCC está fortemente ligada a pilares clássicos da fé romana rechaçados pelos crentes. Além disso, a corrente representa pouca ou nenhuma ruptura com dogmas considerados anacrônicos em plena pós-modernidade. "O catolicismo tem uma dificuldade enorme de adaptar a sua mensagem às transformações sociais", aponta o pastor Paulo Romeiro, especialista em apologética e integrante da Igreja Cristã da Trindade. "Ela ainda combate o controle de natalidade por meios artificiais e não abre espaço para as pessoas que se divorciaram."
Romeiro lembra que o catolicismo, no Brasil, adotou um perfil próprio, de forte influência popular. "Muito do que se crê entre grande parte dos católicos nada tem a ver com as doutrinas oficiais da Igreja e nem com a Bíblia Sagrada. Há uma enorme quantidade de católicos aberta para todo tipo de crenças, superstições e crendices". No país onde o sincretismo religioso é marca registrada, figuras místicas como os padres Cícero Romão e Damião de Bozzano, que marcaram época no interior do Nordeste, recebem intensa veneração popular, embora não sejam reconhecidos pelo Vaticano. "Muitos católicos não têm dificuldade de crer em reencarnação e abraçar muitas formas de simpatias e superstições."

"INSTITUIÇÃO NÃO SALVA"

Pastor da Convenção Batista Nacional e professor de Teologia do Novo Testamento e História das Religiões no Seminário Teológico Evangélico Peniel, no Rio, Eber Jamil entende que a teologia e práticas católicas são equivocadas quanto à doutrina da salvação. "Para os católicos, Jesus não é o único mediador para o homem se chegar a Deus. Os sacerdotes, os santos e Maria também são intermediários, ou medianeiros, como eles chamam. Outra questão é que o catolicismo prega a essencialidade dos sacramentos, e estes são ministrados por sacerdotes. Portanto, a salvação é pela via sacerdotal".

Ex-católico praticante, o pastor Flávio Magalhães diz que conheceu a Cristo na Igreja Romana. "Eu me converti genuinamente sendo católico. Não tenho dúvida disso. É possível um católico adorar somente a Deus", afirma. Mais tarde, contudo, afastou-se da Igreja Romana. A idolatria o incomodava. "Há uma ordem expressa do Senhor nos Dez Mandamentos, de que só a ele devemos render culto. Creio que o descumprimento desse princípio é suficiente para comprometer a salvação de qualquer pessoa". Outro motivo que Flávio aponta para seu rompimento é que a doutrina católica, em sua opinião, se assemelha ao espiritismo na consulta aos mortos. "A simples reza da Ave Maria é uma forma de comunicação com uma pessoa morta. Essa prática, segundo a Bíblia, é abominável".

O pastor lembra um dos princípios da Reforma, que é o sacerdócio universal dos crentes, para apontar o que considera outro erro. "A confissão de pecados ao padre não chega a ser um pecado em si, pois a Bíblia nos recomenda confessarmos nossas falhas uns aos outros. Porém, a partir do momento em que isso se torna obrigatório, com o fiel se confessando exclusivamente ao padre, se torna uma doutrina extrabíblica". Depois de um longo período na Igreja Missionária Evangélica Maranata, na qual chegou a diácono, Flávio, que é casado e tem dois filhos, foi ordenado ao ministério pastoral e agora lidera a Igreja do Evangelho Simples, congregação instalada na zona norte do Rio de Janeiro. Mas ele critica o pertencimento religioso meramente nominal , que na sua opinião tem sido uma realidade tanto para evangélicos como para católicos. "Qual a diferença entre o domingueiro que vai à missa e o domingueiro que vai ao culto? Instituição não salva ninguém. Salvação não é questão meritória, mas sim, obtida pela graça do Senhor.

Fonte: Site da Revista Cristianismo Hoje

Pastor consultor cobra R$ 300/mês para abrir uma igreja


Pastor que diz ter saído do crime para uma carreira em grandes empresas ensina a abrir a própria igreja: “Com R$ 20 mil não dá para abrir uma para 100 pessoas”

Eu poderia ser rico, mas quando Jesus voltar, eu faço o que com essa riqueza?

"Para entregar tudo pronto, cobro R$ 300 por mês. É nada. Ofereço trabalho de engenharia, advocacia e faço todo o acompanhamento. Eu poderia ser rico, mas quando Jesus voltar, eu faço o que com essa riqueza?”, questiona. Hoje Henriques diz morar de aluguel. Mas conta que já teve uma vida abastada, com direito a restaurantes caros, carros do ano e a melhor casa no bairro da Vila Maria, zona norte de São Paulo.

O pastor se declara um homem desprendido. “Quem está rico não tem a fé que eu tenho em Cristo”, apregoa. Toda a família trabalha no Tabernáculo dos Profetas, fundado há 13 anos pelo autointitulado apóstolo na Vila Maria. O filho mais velho é evangelista e líder de louvor, o do meio é sonoplasta da igreja e o mais novo é baterista da banda. “Minha esposa é bispa e administradora de tudo isso”, complementa.
Quando recebeu o chamado divino, o apóstolo Gilson Henriques deixou tudo para trás para se dedicar ao Evangelho.

Trajetória

Mas essa é apenas uma parte da história. Em seu currículo, Gilson afirma ter 19 anos de serviços prestados na área de engenharia, com passagens por grandes empresas como a Petrobras*, e 16 anos vividos para o crime, período que marcou o início de sua vida - ele conta que viveu para o tráfico de drogas dos 8 aos 24 anos. “Matei muita gente, foi a perdição. No tráfico, nasce e morre gente todo dia”, diz.

Nos 12 anos seguintes à conversão, ele ainda lidava com o passado. “Não era uma abstinência da droga, mas abstinência das ações, dos tiros, das faces, dos olhos, da dor. Você não dorme com isso no coração, você vegeta”, relembra, sobre a emoção dos atos criminosos. Apesar do passado pecador, não sente culpa. “Consigo lidar com tudo aquilo que fiz na época em que o diabo me usou, porque hoje Cristo habita em mim”, justifica.

Eu poderia ser rico, mas quando Jesus voltar, eu faço o que com essa riqueza?

Faz 25 anos que ele foi “liberto por Jesus”. “Foi o pastor Arlen Vilcinskas, da Igreja Cristã Época da Graça, quem me tirou do crime. Esse homem, através da palavra de Deus, me conduziu ao caminho da salvação”.** Desde então, Gilson redefiniu suas metas. “O maior objetivo aqui é ganhar almas para o reino de Deus”. Isso inclui fundar, formar e entregar ministérios. Segundo ele, há igrejas evangélicas legais, clandestinas e as que só visam o lucro. “Tem gente que busca uma melhora de nível financeiro, então abre o negócio, contrata pastores e nem aparece na igreja. Só quer saber o quanto deu”, diz.
Edu Cesar
Henriques: 'Há pessoas que fazem coisas aqui dentro porque Jesus fez algo muito importante por elas'

Para abrir um templo de acordo com a lei e "a graça de Deus", o pastor Gilson Henriques não dá entrada no CNPJ enquanto o salão não estiver montado corretamente com cadeiras ergométricas, iluminação e extintores de incêndio adequados.

Ele checa o nível de decibéis de olho na lei do Psiu , que pode aplicar multas substanciais. “Sempre trabalhei no departamento de qualidade nas empresas em que passei”, diz ele, fazendo um paralelo com o trabalho atual.

No dia da entrevista, percorremos o salão com capacidade para 700 pessoas e acompanhamos um culto -- que, no Tabernáculo dos Profetas, ganha contornos de espetáculo. Luzes, coreografias e som estéreo confirmam o investimento em infraestrutura. “Eu consegui colocar o ISO 9002, 9003, 9004, funcionando dentro da nossa igreja. Isso é uma empresa. Tenho brigada de incêndio e pessoas formadas em primeiros socorros”, lista Gilson. Também há dois irmãos na cozinha da lanchonete e outros dois na recepção, assim como gente cuidando da porta de entrada e da loja de livros e DVDs.

Sem salário
Segundo Gilson, a manutenção de uma igreja do tamanho do Tabernáculo exigiria 30 funcionários. Mas não há empregados registrados no local. “Há pessoas que fazem coisas aqui dentro porque Jesus fez algo muito importante por elas. Elas vêm e doam o seu dia para limpar e fazer almoço para a gente. É doação”, conta. Henriques também diz não receber salário e viver da venda de seus livros e DVDs. “E daquilo que pessoas que estão preocupadas comigo sabem que preciso, e mantêm a minha família”, salienta.

De acordo com pesquisa do IBGE divulgada no último mês, quase um milhão de evangélicos deixam os templos por ano no Brasil. “70% dos evangélicos estão dentro de casa por causa da inadequação das igrejas. Essa informação do IBGE caiu como um filé mignon no prato”, ele declara, com ar satisfeito.

A necessidade de trazer esses fiéis de volta é o que posiciona Henriques no mercado. “Um salão para 100 pessoas sai em torno de R$ 2 mil, cada cadeira custa R$ 40. 100 cadeiras, R$ 4 mil. Um aparelho de som, R$ 10 mil. Então já são R$ 14 mil. Não consigo abrir uma empresa hoje com menos de R$ 20 mil”. Isso sem falar na formação do pastor, profissão ainda não regulamentada no Brasil. “Se for fazer um bacharelado, com R$ 5 mil se consegue”, diz ele, sobre o curso de Teologia, ainda não reconhecido pelo MEC. “O consultor de uma igreja vai caminhar com você, com seus problemas, com aconselhamento, treinamento. Não é só abrir a igreja, receber o dinheiro e acabou”.
Edu Cesar Henriques: '70% dos evangélicos estão dentro de casa por causa da inadequação das igrejas. Essa informação do IBGE caiu como um filé mignon no prato'

Sinal de Deus
O dízimo e a oferta funcionam como um capital de giro para a empresa. Mas, segundo Henriques, circulam rigorosamente dentro da legalidade. “As pessoas que frequentam e sustentam a igreja não são ricas. Pagam dízimos de R$ 60. São essas pessoas que mantêm essa estrutura”. Os mesmos fiéis que, no final do ano, podem pedir uma listagem dos seus dízimos para declarar no imposto de renda como doação. “Se ele coloca lá e eu não coloco aqui, eu estou na malha fina”.

Orar por contratos de grandes empresas também gera renda para a igreja. “Se o empresário estiver com um problema com um contrato de R$ 5 milhões e me chamar, só nessa paulada foi R$ 1 milhão para dentro da igreja. Mas essa igreja talvez não receba R$ 1 milhão em seis meses de dízimo de R$ 60”, compara.

Apesar dos grandes montantes que eventualmente entram na conta de seu Tabernáculo, Henriques não se vê como outros pastores conhecidos do grande público. “ Edir Macedo e Valdemiro Santiago não são chamados para orar por pessoas da favela. São os pastores deles que têm que manter a igreja. Esses caras vão orar por senadores da República, por empresários como o Abílio Diniz ”.

Será possível dizer que abrir uma igreja seja um negócio da China? Talvez de outras localidades: em dezembro, Henriques e a família aterrissam em Angola, na África, para uma obra. “Conforme a receptividade do povo angolano, vamos nos evadir para Joanesburgo e subir para a costa do Congo. Já estamos sentindo este sinal de Deus”, conclui.

* Procurada, a assessoria de imprensa da Petrobras afirma que o nome do apóstolo não foi localizado no cadastro de empregados.

Fonte: Cenário MT

Criminoso rouba dízimo e mata tesoureira de igreja evangélica no ES

Vítima guardava R$ 10 mil em casa devido à greve dos bancos. Filha de 11 anos encontrou o corpo da mãe.

A tesoureira de uma igreja evangélica foi morta a facadas na noite desta sexta-feira (11) dentro da própria casa, em Itapoã, Vila Velha, na Grande Vitória. O criminoso fugiu levando R$ 10 mil em dinheiro e um notebook.

Segundo a polícia, o dinheiro era fruto do dízimo da igreja e a vítima, de 34 anos, estava com o valor em casa devido à greve dos bancos. Além de ser tesoureira da igreja, a mulher também trabalhava como manicure.

De acordo com a polícia, testemunhas contaram que a tesoureira havia levado as filhas para um acampamento, mas percebeu que havia esquecido um cobertor e voltou sozinha à residência para buscar. Uma das filhas da vítima, de 11 anos, teria estranhado a demora e retornou para procurar a mãe. Em casa, a criança a encontrou já sem vida.

Ainda segundo a polícia, o quarto da mulher estava bastante revirado e há indícios de que a vítima tenha entrado em luta corporal com o criminoso. A casa não apresentava sinais de arrombamento.

Fonte: G1

Morre o pastor João Lundgren, pioneiro das Assembleias de Deus no Brasil

Open in new windowNascido em 1926 ele dedicou toda a sua vida à Obra, acompanhando os primeiros missionários da igreja no Brasil e implantando novas igrejas.

A CPAD comunicou nesta quinta-feira (10) o falecimento do pastor Ruben Johannes Lundgren, da Assembleia de Deus em Caxias do Sul (RS). Mais conhecido como João Lundgren, o pastor estava com 87 anos e a causa da morte não foi anunciada.

Ruben nasceu na cidade de Santos (SP) quando seu pai, Simon Lundgren, havia assumido a igreja da cidade substituindo o missionário Daniel Berg que voltou para a Suécia para passar por um tratamento de saúde.

Sua vida sempre esteve ligada à igreja, aos 8 anos ele resolveu aceitar Jesus como único salvador, dois anos depois ele entra para a primeira banda musical da Assembleia de Deus de São Paulo tocando instrumentos de sopro ao lado de seu irmão Simon Rube e sob coordenação do missionário norueguês Jahn Sörheim.

Ao longo de sua vida ele passou por muitos cargos dentro da igreja, servindo como secretário do pastor Samuel Nyström na década de 1940 quando o missionário sueco dirigia a igreja de São Cristóvão (RJ), se tornando o maestro da orquestra da AD em Curitiba em 1945, foi consagrado a evangelista em 1952 e em 1954 foi ordenado a pastor.

A primeira igreja de João Lundgren assumiu foi a Assembleia de Deus em Londrina (PR) até que com a morte do missionário Nels Nelson, em 1963, ele foi enviado pela Igreja Filadélfia de Estocolmo (Suécia) para substituí-lo na igreja de Porto Alegre (RS).

Três anos mais tarde o pastor João foi para a cidade de Caxias do Sul (RS) assumir a igreja e com sua família, a esposa Maria de Lourdes Malinoski e seus quatro filhos realizaram uma grande obra naquele ministério, iniciando os trabalhos da Escola Bíblia Dominical e a criação de uma orquestra.

Fonte: Gospel Prime

Exposição que mostra pedofilia e zoofilia provoca bate boca entre deputados

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